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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Primeira Avaliação Presencial da Disciplina Educação e Cibercultura

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA : Educação e Cibercultura PROF: Marco Silva
Aluna: Bárbara S. O Monteiro - 20091014321


1-    1-   Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos & Levy.
Diante da nova configuração social, cultural, comunicacional e política surgem os três princípios da cibercultura, que norteiam a “evolução cultural”, baseadas num tripé de (emissão, conexão e reconfiguração), cujos tais são: liberação da emissão; conexão generalizada; reconfiguração social.
A liberação da emissão remete-se ao conceito de que o antigo “receptor” hoje pode produzir e emitir suas informações, através de blogs, de sites de redes sociais (SRS), softwares livres. Algo que não era possível há tempos atrás, pois quem detinha esse poder de emissão eram as grandes empresas de mídia e massa. Essas vozes que antes eram reprimidas e editadas, hoje têm sua “liberdade”, hoje são liberadas.
O segundo princípio, ou conexão generalizada, é explicado por intermédio da seguinte frase de André Lemos, “Não basta emitir sem conectar, compartilhar”, ou seja, o autor argumenta que a Internet está ligada a conexão, ao compartilhamento, e que a mesma aumenta cada vez mais os meios de distribuição e produção de conteúdo. Ele diz que é a era da “Internet das coisas”, onde tudo está em rede, pessoas de diferentes lugares, à milhares de kilometros de distância se comunicam como se estivessem uma ao lado das outras, basta conectar-se à internet.
O terceiro princípio é o da reconfiguração. É o principio que está voltado à reconfiguração de práticas e de modalidades midiáticas,  é a reconfiguração da indústria cultural, mas sem substituir seus antecedentes, apenas recombinando, remodelando essas estruturas sociais e práticas comunicacionais.
Lemos ainda diz que a cibercultura trouxe uma reconfiguração da indústria cultural, pois pela primeira vez na história da humanidade, "qualquer indivíduo pode produzir e publicar informação em tempo real, sob diversos formatos e modulações, adicionar e colaborar em rede com outros".


1-      2- Caracterize a nova paisagem midiática definida por Lemos & Levy como “pós-massiva”
A nova paisagem midiática é aquela cujo pólo da emissão está liberado, é personalizável, é interativa, é aquela em que não está só estimulando o consumo, mas também a produção e distribuição dessa informação. Essas funções pós-massivas nos dão mais liberdade de escolha, mais oportunidades de produção livre, que insiste em fluxos comunicacionais bi-direcionais (todos - todos),diferente do fluxo unidirecional (um - todos) das mídias de função massiva. Novas ferramentas comunicacionais com funções não massivas, como os blogs, os podcasts, os wikis, os fóruns de discussão, os softwares sociais, (estes são exemplos da potência das funções pós-massivas) não funcionam pela centralização da informação, não estão necessariamente ligados a empresas de comunicação, não se limitam a apenas enviar informação, não estão necessariamente ligados à publicidade e ao marketing que pagam as emissões. Diferentemente dos meios de massa, os meios de função pós-massiva permitem a personalização, a publicação e a disseminação de informação de forma não controlada por empresas. As ferramentas com funções pós-massivas insistem em processos de conversação, de interações, de comunicação, e seu sentido mais nobre, tendo aí uma importante dimensão política.

1-     3-  Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos comentados.
A web 1.0 foi a primeira geração de internet comercial, seu trunfo era a quantidade de informações disponíveis, seu conteúdo era pouco interativo, era apenas um espaço direcionado a leitura. Nisso o usuário ficava apenas no papel de mero espectador, sem a autorização de interferir nesse conteúdo.
Tim O’Reilly diz que a Web 2.0 passa a ser encarada como uma plataforma, na qual tudo está facilmente acessível e em que publicar  online  deixa de exigir a criação de páginas Web e de saber alojá-las num servidor. A facilidade em publicar conteúdos e em comentar os “posts” fez com que as redes sociais se desenvolvessem online.
 



Postar e comentar passaram a ser duas realidades complementares, que muito têm contribuído para desenvolver o espírito crítico e para aumentar o nível de interacção social online.
A essência da web 2.0 é fazer com o que o usuário deixe de ser um mero espectador e comece a fazer parte do espetáculo. Os sites são ferramentas pra que os internautas gerem conteúdo, criem comunidades, interejam. Exemplos desses sites é a Wikipédia que permite a construção coletiva do conhecimento. Na Web 2.0 os softwares não funcionam somente instalados no computador, funcionam na internet também, de modo que surge a tal plataforma dita por Tim O’Reilly, que é integrada por esses vários programas.
Resumindo a dicotomia de web 1.0 e web 2.0 surge a partir do momento em que o usuário deixa de ser o espectador da web 1.0 e passa a interagir nessa rede social da web 2.0.


1-       4- Que é “inteligência coletiva” e como Lemos & Levy situam esse conceito na cibercultura ?
“Inteligência coletiva é um conceito surgido a partir dos debates promovidos por Pierre Lévy sobre as tecnologias da inteligência, caracterizado por um novo tipo pensamento sustentado por conexões sociais que são viáveis através da utilização das redes abertas de computação da Internet. A disseminação de conteúdos enciclopédicos sobre plataformas Wiki, é um exemplo da manifestação desse tipo de inteligência, na medida em que permite a edição coletiva de verbetes e sua hipervinculação” ( texto tirado da Wikipédia)
Não achei melhor palavras pra definir a inteligência coletiva do que a Wikipédia. A inteligência coletiva seria uma forma de o homem pensar e compartir seus conhecimentos com outras pessoas, utilizando recursos mecânicos como, por exemplo, a internet, por meio de blogs, fóruns, comunidades.  Nela os próprios usuários é que geram o conteúdo através da interatividade com o website. E o objetivo e a base da inteligência coletiva são o reconhecimento e o enriquecimento mútuo das pessoas.


BIBLIOGRAFIA :
 
"Cibercultura como território recombinante" - André lemos
"A Inteligência Coletiva : por uma antropologia do ciberespaço" – Pierre Lévy
"Cidade e Mobilidade " - André Lemos


4 comentários:

  1. O Vídeo não foi.. tentei de todas as formas, baixei vários convertores e programas que baixam vídeo direto do youtube, mas ficou dando erro no servidor, então pus o link, é muito interessante, sobre a web 2.0 .

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  2. Gostei do complemento das imagens, a informação visual atinge muito mais rápido nossa mente do que a escrita, e juntando os dois a comunicação e o entendimento ficam mais fáceis. Bom trabalho !

    Renato Gonzalez

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. As imagens escolhidas complementaram bem suas idéias. O texto ficou bacana, claro e direto ao ponto.

    Juliana Abdon

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