Danielli de Jesus Dias
Matr.:200610247811
Questão1: Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos & Lévy.
A cibercultura é a cultura de participação online, não possui um lugar físico como prioridade, é um local com web desenvolvida. A cibercultura aproveita o enorme potencial tecnológico para aumentar a participação das pessoas nas novas tecnologias.
Na cibercultura há uma interação entre as pessoas e também com o ciberespaço. Essa interação é feita através das opiniões postadas, ideias, modificando um determinado texto de algum site e até mesmos de programas tecnológicos.
Lemos & Lévy mostra três princípios básicos da cibercultura, são eles: Liberação da emissão, conectividade generalizada e a reconfiguração. Na liberação da emissão o sujeito transmite suas ideias, pensamentos e opiniões através de textos postados na web, por exemplo, o blog que é uma forma de diário online, onde as pessoas colocam seus pensamentos, opiniões ou assuntos que lhes chamaram atenção. No blog há espaço para que outras pessoas comentem sobre o que foi postado o que pode levar a uma discussão sobre determinados assuntos.
O segundo principio tem como fundamento de que tudo esta em rede, coisas cidades, pessoas, tudo está na Internet, tudo o que se procura tudo o que se pode imaginar. Pode-se confirmar esse principio com o site de busca Google, nele se encontra inúmeras coisas. As prefeituras e os estados, os órgãos públicos em geral estão na web, um bom exemplo é que agora se pode tirar a segunda via do título de eleitor pela internet.
O principio da reconfiguração trata das práticas de modificação das modalidades midiáticas, espaços sem substituir suas configurações anteriores, é para que certos espaços, programas ou textos possam ser melhorados, isso com a ajuda das pessoas que os utilizam.
Através desses princípios vemos que a cibercultura é um lugar de interatividade, é dinâmica, pois há sempre algo novo surgindo, ferramentas melhoradas, muitas discussões sobre todos os tipos de assuntos, as pessoas são participativas e interagem com o ciberespaço produzindo um conhecimento coletivo.
3- O que é jornalismo cidadão e quais suas possibilidades na blogosfera?
O jornalismo cidadão é feito por qualquer pessoa, seja formada ou não em jornalismo, ele possibilita uma liberdade na produção das notícias. Essas notícias podem ser feitas através de textos e vídeos que são relatados partindo da visão da pessoa que o postou na Internet.
Esta forma de jornalismo está muito presente em publicações da internet, como em wikis e blogs e em outras tecnologias de comunicação. O Jornalismo cidadão democratiza a informação, a partir do momento em que qualquer pessoa tenha acesso à mídia, não apenas como leitor ou espectador, mas colaborando na produção do material veiculado.
Os blogs são ótimos exemplos de jornalismo cidadão porque são formados por cidadãos conscientes que ao relatarem as notícias dão suas opiniões. O blog permite que outras pessoas ao saberem das notícias opinem também, gerando uma discussão saudável e enriquecedora, porque amplia as visões e algo que alguém deixou escapar pode ser colocado nas discussões.
Isto permite que os cidadãos se tornem seres sociais pensantes e não meramente passivos porque pode servir também como forma de denúncia. Se algo aconteceu em seu bairro, ou até mesmo denúncias sobre algo mais sérios podem ser feitos no blog. Assim, muitas pessoas ficariam sabendo e algo poderá ser feito para corrigir.
Essa é uma forma de democratizar a informação porque qualquer pessoa tem acesso a Internet e pode não somente ler, mas acrescentar algo de valor para o assunto mesmo que isso seja algo negativo já que todos têm a palavra, todos devem opinar.
Questão7: Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos comentados.
“Web 1.0” é a primeira geração de Internet comercial, o espaço era mais para leitura e o leitor era apenas espectador não tinha autorização de alterar o conteúdo. Como exemplo o site Globo.com, o conteúdo as reportagens estão no site, mas, as pessoas não podem alterar os textos ou imagens. O Netscape Navigator é um exemplo de aplicativo de web 1.0 e como exemplo de site temos www.terra.com.br.
A “Web 2.0” permite uma troca de informações, possibilita aos usuários que sejam mais que espectadores, eles podem alterar o conteúdo, criam comunidades realmente interagem, isso possibilita a produção coletiva do conhecimento, porque agora se pode acrescentar algo em um texto, melhorar ferramentas da web, aplicativos, opinar sobre as reportagens, sobre a política de forma que milhares de pessoas leem e opinam também.
A Wikipédia é um site onde se pode interferir no seu conteúdo, pode acrescentar ou tirar alguma coisa do texto que você considera incoerente, ou seja, o seu conteúdo pode ser modificado.
A “Web 2.0” por ser mais interativa ocasionou a eclosão das redes sociais, Orkut, Twiter são exemplos de redes sociais, são lugares onde se posta fotos, comentários, cria-se comunidades e abre fóruns de discussões sobre diversos assuntos.
Questão10: Articule “pedagogia do parangolé”, cibercultura e o cenário comunicacional das salas de aulas presenciais e online que você conhece.
O parangolé é a união da concepção do artista com a criatividade do sujeito que o usa num processo de co-criação, ou seja, uma obra que requer complementação. Na pedagogia do parangolé o professor convida o aluno a transformar e manipular a matéria-prima conteúdo, num processo participativo de construção e co-criação.
A cibercultura sendo uma cultura de participação online onde as pessoas podem se expressar livremente e participar como co-criadores do conhecimento, as salas de aulas online deveriam propiciar essa interação e participação do aluno, mas o que muito se vê é o contrario. O professor na sala de aula online e presencial, em muitos casos, não possibilita que o aluno interfira na aula, os alunos são espectadores, apenas observam e por só observar decoram os conteúdos, não refletindo sobre eles, não expressam suas opiniões sobre os assuntos dados em aula.
É evidente que há professores que percebem que os alunos podem acrescentar muito nas aulas, e há também inúmeras discussões sobre o papel do aluno como participador, já que a intenção da escola é formar cidadãos que pensem e saibam se expressar que sejam formadores de opiniões deve-se pensar no conceito de conhecimento coletivo que a cibercultura trouxe.
O conhecimento coletivo não é aceitar todas as informações, todas as opiniões e transformá-las como verdades, mas é saber filtrar o que realmente interessa, devem ensinar aos alunos a fundamentarem suas opiniões para que não seja apenas “achismos” sem fundamentos teóricos validos, para que eles saibam quando o professore passar um exercício de pesquisa, eles saibam pesquisar, não copiar e colar, refletir e reter o que há de bom tanto na escola como na Web.
Bibliografia:
Lemos, A. & Lévy, P. O Futuro da Internet: Em direção à uma ciberdemocracia. São Paulo. 2010.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o
http://informatica.hsw.uol.com.br/web-10.htm
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