Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Primeira avaliação presencial da disciplina Educação e Cibercultura
Aluno: Samuel Barreto dos Santos
Faculdade de Educação- Prof. Marco Silva – Rio, 13/10/2010
Para Lemos e Levy, os três princípios da cibercultura são: liberação da emissão, conexão generalizada e reconfiguração social, cultural, econômica e política. Esses princípios se caracterizam da seguinte forma:
Liberação do pólo da emissão- é a idéia de que o antigo receptor pode também produzir e emitir sua própria informação, como por exemplo, através dos blogs, fóruns, comunidades, software livre etc. Fato que não era possível há algum tempo atrás, pois quem detinha este controle do pólo da emissão eram as grandes empresas de comunicação de massa.
Conexão generalizada- a internet está relacionada com a conexão e compartilhamento e que cada vez mais aumentam-se as formas de produção e distribuição de conteúdo.
Reconfiguração social, cultural, econômica e política- é a necessidade da transformação da indústria cultural. Não finalizar a cultura de massa e sim, reconfigurar ou recombinar a cultura infocomunicacional.
No conceito de esfera pública, dizia-se ser fundamental o contato presencial. Com a cibercultura
outros elementos como as discussões não-presenciais e mediadas por computadores devem ser levados em conta para a análise desse conceito. Entre as principais características da esfera pública “interconectada” estão: maior resistência ao controle monetário e financeiro e menor suscetibilidade à orientação pelo senso comum, que os meios de comunicação de massa adotam. Consequentemente, cria-se um “ambiente” mais democrático e uma esfera pública liberal.
Na web 1.0 o conteúdo era pouco interativo. Era apenas mais um espaço de leitura em que o usuário ficava no papel de mero espectador da ação que se passava na página que ele visitava e não tinha autorização para alterar seu conteúdo.Exemplo: WWW.terra.com.br, pois não é interativo e seus aplicativos são fechados.
A web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Permite que os usuários sejam mais que meros espectadores: eles são parte do espetáculo. Exemplo: WWW.wikipédia.com que permite que seus usuários efetuem mudanças.
Entende-se por “cidade digital no Brasil, a criação de infra-estrutura, serviços e acesso público em uma determinada área urbana para o uso das novas tecnologias e redes telemáticas. O objetivo é criar interfaces entre o espaço eletrônico e o espaço físico através de oferecimento de teleportos, telecentros, quiosques multimídia e áreas de acesso e serviços. Há inúmeras iniciativas no Brasil. O Ministério das Comunicações elaborou um Plano Nacional de Cidades Digitais para levar banda larga a todo o país. O objetivo é articular ações de inclusão digital, levando acesso à internet para toda a população em cinco anos. Suas possíveis conseqüências são: promover o vínculo social, a inclusão digital, democratizar o acesso à informação, produzir dados para a gestão do espaço, aquecer as atividades políticas, culturais e econômicas e reforçar a dimensão pública.
Fontes Bibliográficas:
- http://www.youtube.com/watch?v=j47qTc18_Qg
- http://benoliveira.blogspot.com/2010/09/principios-da-cibercultura.html
- LEMOS, A. & LÉVY,P. O futuro da Internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. Ed. 1. São Paulo: PAULUS, 2010.



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ResponderExcluirOs comentários ficaram bem objetivos, mas senti a necessidade de um aprofundamento maior sobre os temas discutidos, vista que, são assuntos com uma potencialidade enorme de discução e em amplo desenvolvimento no Brasil e no mundo. Apesar que não posso deixar de reconhecer que a incluição de vídeos foi essencial para o enriquecimento do trabalho nesse blog que trata de educação e cibercultura.
ResponderExcluirAnteciosamente
Vinícius Ramalho Calçada
Gostei do trabalho do Samuel. Diferentemente do comentário acima, achei que o aluno tratou do assunto objetivamente e cumpriu a finalidade do trabalho, afinal não somos profundos conhecedores da cibercultura. Pelo menos, essa disciplina é o primeiro contato teórico que tenho do assunto e, para falar com muita profundidade, preciso de muita leitura ainda. Se fosse simples, não teríamos pessoas que estudam o assunto há anos. Gostei bastante do vídeo.
ResponderExcluirAtenciosamente,
Aline Bello.