Aluno: Bruno da Silva Siqueira
Matrícula: 2010.1.02844.11
1 – Lemos & Lévy apontam que as mudanças tecnológicas que afetam a comunicação sempre modificaram o modo do ser humano conceber o tempo e o espaço. Cada vez mais essas mudanças ocorrem com maior rapidez, a ponto de agora sermos talvez “os homens pré-históricos de nossos netos”. O importante é que elas caminham para a aceleração do processo de emancipação humana. A mudança do nosso século se dará através não apenas da cibercultura, mas também da ciberdemocracia, que se pautam em três princípios: liberação do pólo de emissão; conectividade generalizada; e reconfiguração.
O primeiro princípio se baseia no fato de agora todos poderem manifestar suas opiniões e idéias de uma forma impossível nas mídias de massa, que se resumiam em de um lado a informação ser passada e de outro recebia, sem interatividade. Na cibercultura, por outro lado, pode-se interagir com a informação, criticando-a ou complementando-a, o que enriquece enormemente a inteligência coletiva. Exemplos de liberação do pólo de emissão são blogs, espaços para comentários e sítios de postagens de vídeos.
O segundo princípio aponta como tudo em nossa sociedade está ligado, desde pessoas até máquinas e cidades. A internet, que começou a se expandir nos anos 80 e 90, agora é parte integrante da vida da maioria da população, possibilitando a circulação da informação em nível global praticamente em tempo instantâneo. Exemplos são aparelhos além do computador pessoal com internet, jogos on-line e funções remotas.
O terceiro princípio seria a reconfiguração social, política e cultural devido às novas tecnologias, que afetariam a vivência humana em vários níveis sem extinguir as tecnologias antigas. Exemplos são o acesso a obras do domínio público, prestação de contas públicas em sítios oficiais e busca de empregos na internet.
5 – O termo “paisagem midiática pós-massiva” é usado pelos autores como um contraponto às mídias de massa estudadas pela escola de Frankfurt. O termo é recente e outros autores usam outra nomenclatura, porém todos se referem a este novo cenário como o que possibilita a mutação nas comunicações que temos hoje, uma vez que, diferentemente das mídias de massa, a interação e influência bi ou mesmo multilateral é imprescindível para a plena efetivação da comunicação nas mídias “pós-massivas”. Esse novo cenário se deve aos dispositivos e redes digitais, que oferecem ao usuário um funcionamento mais subjetivo e personalizado, bem diferente das mídias que se voltam para uma grande massa sem fazer distinções, buscando passar informações não muito complexas para que todos os milhares de espectadores, não importando qual conhecimento possua, possam se interessar. Na época “pós-massiva” podemos buscar exatamente o tipo de informação que desejamos e inclusive colaborar para sua construção e divulgação, o que acarreta em grande impacto político. As cidades agora podem se configurar de acordo com as possibilidades oferecidas pela cibercultura de comunicação móvel onipresente e a informação agora não passa tanto pelo monopólio e censura, possibilitando maior clareza na política, por exemplo. Vale ressaltar que, apesar da rápida expansão dos meios “pós-massivos”, eles não vão substituir os meios massivos, que continuarão a existir, apesar de precisarem se reconfigurar para continuarem desejados nos novos tempos.
7 – De acordo com Lemos & Lévy, o termo Web 2.0 foi criado em 2004 por Tim O´Reilly, já de acordo com a Wikipédia o termo teria sido usado pela primeira vez em 1999 por Darcy DiNucci. Entretanto, DiNucci teria usado pensando em mudanças mais estéticas, ao passo que O´Reilly pensou na interatividade que de fato caracterizou a Web 2.0. Mudanças tecnológicas possibilitaram páginas mais ricas esteticamente em que o internauta poderia interagir e colaborar. A Web 1.0 possuía sítios unidirecionais, mais próximos dos jornais impressos, em que a informação era lançada sem a possibilidade da interação ou opinião do internauta, como é o caso dos portais, por exemplo, do Instituto de Letras da UERJ e do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Páginas que são exemplos da Web 2.0 seriam as redes sociais, como Orkut e Facebook, a Wikipédia e os blogs.
8 – A inteligência coletiva é o saber construído por vários indivíduos em conjunto, inversamente ao saber passado pelas mídias de massa, que não dão voz ao ouvinte. O termo inteligência coletiva foi cunhado por Pierre Lévy e parte do princípio de que ninguém sabe tudo e todos sabem algo, assim, todo o conhecimento estaria na humanidade. Esta abordagem questiona quem tem direito à seleção do que é certo ou errado e defende a informação em aberto, receptiva a modificações e incrementos por parte de pessoas que não possuem a autoridade tão prezada nas mídias de massa. Desta forma, a formulação do saber em conjunto, aberta a debates e mudanças, é que representaria o verdadeiro conhecimento para o autor e a cibercultura, com suas características interativas e democráticas, é o modo ideal para desenvolver essa prática. O exemplo mais claro é a Wikipédia e similares, que nunca seria possível em meios como a televisão ou o rádio.
Bibliografia:
- Lemos,A & Lévy,P. O futuro da Internet: Em direção a uma ciberdemocracia. São Paulo: Paulus,2010
- www.wikipedia.org
Apesar da falta de figuras, as respostas foram bem colocadas, claras e objetivamente. O aluno mostrou ter conhecimento no assunto.
ResponderExcluirAnna Carolina Magaro
2010.1.02847-11