Avaliação 1

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

1ª Avaliação

UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Primeira avaliação presencial da disciplina Educação e Cibercultura
Faculdade de Educação – Profº Marco Silva
Aluno: Kauê Luan
Matrícula: 201010093211


1) Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos & Lévy.
  • Liberação da emissão: trata da liberação da voz, dar a palavra a todos, qualquer um pode opinar, se manifestar. Saímos do modelo uniderecional (emissor – receptor) e passamos para um modelo “todos – todos”, onde não há restrição quanto a quem emite informação e quem a recebe. O antigo receptor (que antes era limitado a espectador nos modelos massivos) agora pode, por exemplo, falar através de blogs, redes sociais, etc e assim se fazer ouvir.
  • Conexão generalizada: está ligado a idéia de que tudo está conectado, o “tudo em rede”. É o princípio da era da comunicação ubíqua, da interseção entre o físico e o eletrônico. É marcado pela passagem do PC ( computador pessoal) para o CC (computador coletivo) e depois para o CC móvel e pelos novos meios de comunicação e conexão onipresente. A idéia chave é a de que tudo está em rede e tudo está conectado pela Internet. 
  • Reconfiguração social, cultural, econômica e política: é o princípio que trata da necessidade da transformação das estruturas sociais, práticas comunicacionais e da indústria cultural, porém, sem falar de uma extinção da cultura de massa e sim de uma reconfiguração.
                        
 
3) Que é “jornalismo cidadão” e quais suas possibilidades na blogosfera?
            O jornalismo cidadão é a idéia da colaboração e da participação de todos os cidadãos –jornalistas ou não - na produção do conteúdo. Por não exigir formação jornalística, ele possibilita um grande aumento na liberdade, aceleração e quantidade de produções.
No jornalismo cidadão, o próprio cidadão pode falar sobre um tema do seu cotidiano e expor suas idéias à todos, ao contrário do jornalismo tradicional, onde o jornalista, que não convive com o “assunto” que vai tratar e apenas fala com a profundidade de quem vê a situação de fora, é quem produz a matéria.
O jornalismo cidadão fica muito claro na blogoesfera, como uma demonstração clara do princípio da liberação de emissão. Devido à facilidade de se criar um blog, qualquer cidadão pode manifestar sua opinião, dividir suas idéias e assim, praticar o jornalismo cidadão.

4) Como a “esfera pública” se redefine na cibercultura?
            O termo esfera pública foi descrito como as discussões feitas livremente por indivíduos que se unem para pensar debater questões públicas. Era defendido que para que existisse a esfera pública era preciso que os indivíduos estivessem presencialmente unidos e, além disso, que os jornais eram elementos essenciais para a definição dos assuntos que seriam debatidos.
            Com a Internet, outros elementos passaram a ser levados em conta, as discussões não-presenciais e mediados por computadores, por exemplo. Mas, mesmo sem o presencial, as comunidades virtuais desempenham o papel de esfera pública ao funcionarem como espaços de ruptura, contestação e resistência, uma vez que não hierarquizam seus membros, ainda que no “mundo real” os participantes apresentem diferenças de classe social ou gênero.
            Entre as principais características da esfera pública “interconectada” estão: maior resistência ao controle monetário e financeiro e menos suscetibilidade à orientação pelo senso comum, que os meios de massa adotam. Conseqüentemente, cria-se um “ambiente” mais democrático e uma esfera pública liberal.

5) Caracterize a nova paisagem midiática definida por Lemos & Lévy como “pós-massiva”
            Essa nova paisagem midiática, definida como pós massiva, se caracteriza pela troca do modelo das mídias de massa, “um - todos” (como por exemplo a TV, o rádio, etc) para um modelo “todos - todos” (como por exemplo a Internet, os celulares,etc).
Diferentemente das mídias massivas, onde a seleção e a transmissão do conteúdo são responsabilidade das mídias que visavam atingir uma massa, na nova paisagem pós-massiva, o cidadão pode produzir informação, complementar algo, intervir, opinar, discutir, e além disso, é ele quem seleciona e busca o conteúdo que deseja. Antes a seleção era feita pelo jornalista antes da publicação, agora a seleção é feita pelo cibercidadão depois da postagem.
Entretanto, como o princípio da reconfiguração já explicou, não se trata de uma substituição, ambos os modelos de mídias vão se manter, passando a ser do cidadão a escolha por algum deles na hora de buscar uma informação.
           

Bibliografia:
  • Lemos,A & Lévy,P. O futuro da Internet: Em direção a uma ciberdemocracia. São Paulo: Paulus,2010
  • http://construindoacibercultura.wordpress.com/2009/07/07/a-transformacao-do-conceito-de-esfera-publica/
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o

Um comentário:

  1. As respostas estão bem organizadas e foram escritas com clareza, o uso de imagens nos ajuda bastante a compreender melhor o assunto. Gostei também das escolhas das perguntas, mas, o colega poderia ter se aprofundado mais em alguns pontos. Mas no todo, o trabalho está bem formulado e contendo a bibliografia.

    Carla Martins

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