Aluna: Juliana de Lima Abdon
Matrícula: 2007.1.01728.11
Primeira Avaliação da Disciplina Educação e Cibercultura
Resposta às questões:
1 - Que é Inteligência Coletiva e como Lemos & Levy situam esse conceito em cibercultura?
2 - Diferencie Web 1.0 e Web 2.0. Exemplos:
3 - Caracterize a nova paisagem midiática definida por Lemos & Levy como pós-massiva:
Inteligência Coletiva...
O que nos vem a mente quando lemos essa expressão?
Uma multidão de pessoas pensando juntas?
Todo o conhecimento humano acumulado durante séculos?
Pesquisas, debates, conflitos?
Todas essas possibilidades podem ser comportadas no conceito de IC. Segundo Pierre Levy, principal teórico da cibercultura, a IC não nasce no ciberespaço. Ela surge com o desenvolvimento da própria linguagem. Portanto, fatos como o a invenção da prensa, a popularização dos jornais, a expansão dos meios de transporte, embora extensiva a uma ínfima parcela da população mundial, contribuíram para a construção de um complexo de conhecimentos que podem ser articulados e ampliados constantemente a que podemos chamar de resultados da IC. Levy alerta, porém, que a IC só pode progredir quando há uma combinação entre cooperação e competição: trocar idéias, comunicar pensamentos, apresentar análises, são exemplos de cooperação; confrontar as idéias, questionar pensamentos e análises, são exemplos de competição. E é através dessa interação entre produtor e receptor que se constrói a IC. Tal movimento se potencializa com a mudança de paradigma ocorrida no ciberespaço que culminará na chamada Web 2.0.
Bom, se há uma Web 2.0, certamente houve a 1.0. Certo?
Certíssimo! A Web 1.0 tem como principal característica a monopolização do pólo emissor por uma pessoa, grupo ou empresa. Os sites são produzidos de forma muito semelhante aos jornais e revistas tradicionais. A tecnologia os faz inovar nas cores, sons e animações, mas ainda lhes faltava alguma coisa que diferenciasse o ciberespaço da mídia tradicional, o que só foi possível com o advento da Web 2.0.
Os jornais impressos costumam ter uma seção dos leitores onde publicam cartas com críticas, elogios e comentários. Esse retorno, porém, além de não ser instantâneo, passa pelos interesses de um editor que pode ou não publicar o que lhe foi enviado. O ciberespaço, na Web 2.0, proporcionou a instantaneidade e, principalmente, a liberação da palavra.
Através de blogs, fóruns, sites de relacionamento, todos os que nele estão inseridos, podem emitir opiniões, discutir, falar e ser ouvido, obter o tão desejado retorno.
Afinal, qual o desejo de quem posta uma fotografia, um texto ou uma notícia? O retorno, o comentário e a disseminação de sua intervenção na rede.
E é justamente na Web 2.0 que o desenvolvimento da IC pôde ser potencializado. Um importante exemplo é a Wikipédia, uma plataforma que proporciona a edição coletiva de verbetes nos moldes de uma enciclopédia tradicional
A dificuldade reside apenas em encontrar os verbetes em seus muitos volumes. O ciberespaço reduz esse trabalho com a criação de hiperlinks facilitando a navegação, com todas as ressalvas que possam ser feitas a confiabilidade das informações.
Todas essas inovações representam o que Levy e Lemos tratam por mídia pós-massiva.
“Essa mutação na comunicação está atrelada a processos midiáticos que não se enquadram mais na denominação de mídias massivas.”( Levy e Lemos, 2010)
Enquanto a mídia de massa se concentra no modelo “um-todos”, a mídia pós-massiva se concentrará no modelo “todos-todos”. Não há que se falar, entretanto, numa substituição, mas sim numa reconfiguração da comunicação. Quando a emissão deixa de ser um privilégio e passa a ser de todos, individual e coletivamente – com todas as ressalvas que possam ser feitas a real extensão dessa nova realidade – o lugar da propaganda também muda. É o que temos observado atualmente com o Twiter. De ferramenta de comunicação rápida, tornou-se o principal filão do mercado, uma fantástica plataforma de marketing que, se bem aproveitada pelas empresas, garante publicidade e lucros com um investimento mínimo. O mesmo acontece com os jornais tradicionais que utilizam seus blogs, orkut, o próprio twiter, para pesquisar tendências, linhas de pensamento, gostos e modismo que possam ser aproveitados em suas publicações.
Há que se questionar, portanto, o quão pós-massiva essa nova mídia possa ser ou se, na verdade, a mídia de massa tradicional está apenas passando por um processo de adaptação ao fim do qual ocupará mais esse espaço.
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