Educação e Cibercultura - Primeira Avaliação
Professor: Marco Antônio
Aluna: Anna Carolina Magaro
Matrícula: 2010.1.02847-11
- Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos e Lévy.
conexão generalizada, onde todos estão conectados à Internet e por isso, conectados entre si. Atualmente intensificado pela conexão com redes sem fio, celulares com Wi-Fi e outras ‘coisas da Internet’ (ou “Internet das coisas”). Já o último princípio é o da reconfiguração de diversas práticas, mas sem substituição. Reconfiguração social, política, cultural, com a potencialização da liberação da palavra pelo uso da Internet. Antigos modelos de rádio, televisão, jornais e típicos modelos de, como os autores chamam, função massiva, aquelas que se voltam para o receptor homogêneo, sem diferenças, agora se preocupam em saber o que o receptor pensa, procura uma interação, não totalmente completa, é claro, mas por meio de enquetes, blogs e comentários se mostram interessados no diálogo e não mais no monólogo.
6. O que é “era da computação ubíqua”, quando ocorre interseção do físico e do eletrônico?
Por esta palavra não ser muito usada, poucos a conhecem, mas ser ubíquo é ser onipresente, estar ao mesmo tempo em todo o lugar. Computação ubíqua é nada menos do que uma conectividade móvel. Celulares com acesso à Web, redes sem fio, Wi-Fi permitem ao usuário a conexão a qualquer momento e a qualquer lugar. Esse processo está sendo cada vez mais intensificado hoje em dia, o que faz com que surja a ideia de “Era da Computação Ubíqua”. É muito comum andar pelas ruas do Rio de Janeiro (e não só do Rio de Janeiro) e ver pessoas ‘twittando’ do celular, entrando no Facebook ou mandando um ‘scrap’ para alguém. Receber e enviar emails está quase em processo de extinção, uma vez que mesmo sendo rápido ainda é mais lento do que um ‘tweet’.
Essa junção do físico com o eletrônico é interação pura, em um nível elevado por ser, em sua maioria, síncrome. Essa era tem como características: a participação, a intervenção, a interação, a integração, a comunicação (interlocução de dois pólos), a coletividade, a bidirecionalidade, a hibridação, a intertextualidade, a intratextualidade, a hipertextualidade, a multivocalidade, a multilinguagem e suas interações (sons, textos, imagens), a hipermídia, a articulação, o estímulo e acúmulo de conhecimento, a cibercultura, a transmissão de informação, a liberação da fala, a democracia, a ciberdemocracia, a transparência, a inquietação, a liberdade de expressão, o conceito mais forte de sociedade, a mídia cidadã livre, a ilimitação geográfica, o nomadismo, a desterritorialização, a globalização, a universalidade, o ciberespaço, a conectividade, o fácil acesso, a usabilidade, o mundo virtual, a velocidade, e o mais importante, a reinterpretação do mundo.
7. Distingua “Web 1.0” e “Web 2.0”, apresentando exemplos comentados.
A Web 1.0 faz parte do início do processo de formação da Internet e sua característica principal é ser informativa. Há a antiga relação emissor-espectador, unidirecional, sem qualquer tipo de interação, somente busca de conhecimento. Os clássicos exemplos são os sites e os portais ou, como uma única coisa, site-portal, exemplos: portal da Associação Brasileira de Franchising: www.abf.com.br/, portal do saneamento básico www.saneamentobasico.com.br/, portal da capoeira www.portalcapoeira.com/. Já a Web 2.0 possui um caráter cooperativo, interativo, que se aproxima mais do conceito de blog, onde há produção coletiva de conhecimento, cocriações, com o, talvez maior, exemplo da Wikipedia www.wikipedia.org/ . Mas o mais importante é a criação de redes sociais, acionando as práticas sociocomunicacionais, com vastos exemplos: Orkut, Facebook, Twitter, MySpace, Meboo, Fotolog, Flickr, Friendster, Photobucket, Picasa, YouTube, LastFm e muitos, muitos outros.
8. O que é “inteligência coletiva” e como Lemos e Lévy situam esse conceito na cibercultura?
“Inteligência coletiva” tem caráter colaborativo em rede, uma visão da cibercultura de práticas sociais e comunicacionais. Essa “inteligência coletiva” (IC) altera os antigos processos de produção e criação, agora numa reconfiguração de coletividade, passando para coprodução e cocriação. São importantes o conhecimento distribuído, a capacidade de ação e a potência cooperativa, ou seja, uma grande fonte de conhecimento e criatividade conjunta, permitindo uma dinâmica maior e ampliação da fala, o que nos faz voltar aos três princípios da cibercultura: liberação do pólo da emissão, conexão generalizada e reconfiguração. Voltando também ao maior exemplo mundial hoje em dia, de coprodução, a Wikipedia: uma ‘enciclopédia’, nada tradicional, onde qualquer pessoa pode escrever sobre qualquer assunto, dita “enciclopédia livre, que todos podem editar”. O fato é que para ser classificado como IC é preciso a participação de várias pessoas para determinado fim, ter um objeto maior do que somente a interação e a troca de ideias, informações. Outros exemplos podem ser citados: comunidades do Orkut que, teoricamente, servem para criar tópicos e discutir o assunto em questão e também os blogs, que em sua maioria, são feitos em conjunto, tem o mediador principal e aqueles que o ajudam ou então cada um fica responsável por uma parte do blog, ou seção classificada em assuntos, por exemplo.









Achei bastante interessante as figuras,correlacionando ao três príncipios da cibercultura.Pudemos verificar que na cibercultura a emissão da fala fica muito mais democrática.A figura da conexão também representa muito bem,pois todos estão simutaneamente conectados e trocando informações.Esse já é o início da reconfiguração tanto da sociedade quando da era da comunicação digital.
ResponderExcluirShaja Meira,o comentário acima fui eu!!!!rsrsrs
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