Avaliação 1

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Anderson Lima - Avaliação I


Nome: Anderson Vieira Lima
Mat.: 2006.1.00979.11

3 –
O que é “jornalismo cidadão” e quais as suas possibilidades na blogosfera?

O jornalismo cidadão é uma nova “prática jornalística”, onde o responsável pela divulgação da noticia não é mais o jornalista “credenciado”, mas sim qualquer pessoa, sem uma formação especifica. Esse novo jornalista amplia quase infinitamente os braços do jornalismo, acabando com as barreiras antes impostas, como os vetos impostos pelos interesses (comerciais, sociais etc) dos meios de comunicação, a falta de interesse por certos assuntos e diversos outros motivos, que impediam que a notícia chegasse ao potencial receptor, agora qualquer pessoa pode empenhar-se em ser um emissor de noticias.

A internet trouxe a possibilidade das pessoas saírem das suas originais posições de meros espectadores e assumirem o papel de emissores, os blogs, nome que deriva da junção das palavras inglesas web (referindo-se a internet) + log (diário de bordo), foram os responsáveis pela popularização de sites pessoais, principalmente nos anos 90. Inicialmente eles eram muito usados como um “diário aberto”, a escrita era principalmente sobre coisas pessoais. No entanto, posteriormente, os blogs foram ganhando outros aspectos, novas ferramentas foram incorporadas, facilitando o seu uso e ampliando as suas possibilidades, muitas pessoas, que antes tinham um site padrão, foram atraídas para as estruturas dos blogs, um dos principais motivos dessa atração, além da facilidade de manipular e adicionar conteúdo foi a possibilidade de ter um feedback dos visitantes através dos comentários. Dessa forma os blogs passaram de simples sites pessoais a uma ferramenta para múltiplos fins. Um desses “fins” foi a possibilidade de divulgar noticias de interesses para a comunidade, discutindo política, segurança etc.

Uma das tarefas mais difíceis para quem acessa os blogs é descobrir a confiabilidade das fontes, em muitos blogs é praticamente impossível encontrar suas fontes, como é de costume nos blogs, existem diversos links levando para a origem daquela informação que, como também é tradicional nos blogs, levam para outros blogos, fazendo assim uma “linkagem” infinita, onde é impossível encontrar a primeira origem da informação. Uma frase clássica do jornalismo revela que, com o impresso (televisivo, radialistico, etc), a posição da origem da informação é ainda mais velada: “um bom jornalista jamais revela as suas fontes”, no entanto, essa posição é culturalmente mais bem aceita, muito devido a credibilidade da organização responsável.

Uma campanha publicitária do jornal O Estadão causou muita polemica no mundo dos bloggers, o objetivo dessa campanha era, claramente, tirar a confiança dos visitantes de blogs a respeito do que eles lêem nos mesmos.

Abaixo nós temos o vídeo da campanha do Estadão e o de resposta, criado por um blog.

5- Caracterize a nova paisagem midiática definida por Lemos e Levy como pós-massiva.

Para Lemos e Levy estamos experienciando uma mídia pós-massiva, para os autores a internet possibilitou o rompimento com a mídia de massa, onde a informação era “enviada” de um grupo pequeno para todos, com a internet as pessoas obtiveram a liberação da palavra, isso é, saíram do papel de meros espectadores da noticia para se tornarem autores e co-autores. Dessa forma as grandes corporações de mídia estão perdendo lugar numa sociedade em que as pessoas procuram não apenas o que essas corporações têm disponível, mas que procuram por coisas de seu interesse, que falem sua linguagem e que respeitem as suas opniões.

7 – Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos comentados.

Na verdade ainda existe muita discussão acerca da existência real de uma Web 1.0 e 2.0. Nos termos usados na informática esses termos são indevidos, uma vez que a Web 2.0 não representa uma evolução real de tecnologia em relação à Web 1.0, outra problemática para a definição do termo é que muitos elementos da conhecida Web 2.0 já existiam na Web 1.0, o que impossibilita uma diferenciação cronológica entre esses termos.

Basicamente a Web 2.0 seria uma web interativa, onde o visitante não ficasse apenas no papel de espectador, mas que tivesse a possibilidade de participar ativamente da constituição do site, ao contrário da Web 1.0, que teria um formato em via única, onde apenas a pessoa que faz o site é capaz de modificá-lo ou adicionar qualquer informação.

Temos abaixo uma tabela que mostra as principais diferenças entre a Web 1.0 e a 2.0.

Web 1.0

Web 2.0

Sites Estáticos

Na Web 1.0 os sites não são alterados, as páginas não são atualizadas ou modificadas conforme o tempo, o que não atraí o visitante à uma segunda visita.

Ex.: Web2.0 Summit (irônicamente o site da conferência que, em 2004, deu origem ao termo Web 2.0)

Sites Dinâmicos

Os sites são constantemente alterados, podendo sofrer alterações em períodos curtos, o que atraí o visitante, em muitos casos, a mais de uma visita diária.

Ex: Orkut, Facebook e grande parte dos blogs.

Sites não interativos

Os sites não possibilitam a participação do visitante na constituição do site.





Ex.: UERJ

Sites Interativos

Os sites, seja através de comentários, como nos blogs, ou uma alteração no próprio conteúdo, como nos wikis, possibilitam a participação do visitante, tornando-o co-autor do conteúdo.

Ex: Wikipédia

Aplicativos Fechados

Os aplicativos da Web1.0 não permitem a modificação por terceiros, qualquer alteração está vedada ao pessoal autorizado.

Ex: Microsoft Internet Explorer

Aplicativos Abertos

Os fabricantes permitem a modificação do aplicativo, fornecendo os códigos-fonte ou ferramentas para que as pessoas em geral possam criar elementos para ser adicionados ao aplicativo.

Ex: Mozila Firefox

Os sites baseados nas ferramentas para Web 1.0 e 2.0 existem concomitantemente e, atualmente, é muito difícil encontrar (se é que existe) algum site que se utilize unicamente de uma das formas. Normalmente podemos encontrar um site baseado em uma das ferramentas, mas com elementos da outra, podemos usar como exemplo o site de vendas Amazon, onde a edição de todo o conteúdo é vedada aos empregados exceto a possibilidade de escrever resenhas sobre os produtos a venda.

Outro ponto interessante a ser percebido é que os blogs, apesar de muitas vezes serem considerados como um dos ícones da Web 2.0 nem sempre fazem parte desse sistema, pois, como já vimos, o principal elemento de diferenciação entre a Web 2.0 e a 1.0 é a possibilidade de intervenção da comunidade e não apenas do “editor”. Muitos blogs (ou, melhor dizendo, sites que utilizam a estrutura de blogs) são baseados em uma estrutura Web 1.0. Temos um exemplo de site estruturado como blog, mas que, no entanto, não passa de um site normal o canal de informação G1, no entanto é importante salientar que um simples elemento o desclassificaria da categoria de blogs: a impossibilidade de comentar, pois, de acordo com a maioria dos blogueiros, além da hipertextualidade e dos links com outros blogs, os textos comentáveis são os principais elementos que definem um blog.


A imagem acima mostra as principais diferenças entre a Web 1.0 e a 2.0

Na Web 1.0 o webmaster é o responsável pela escrita no site que, por sua vez, é lido por internautas individuais.

Na 2.0 tanto o webmaster quanto os internautas contribuintes, fazendo uso de diversas ferramentas, são responsáveis pela escrita no site, que, por sua vez, é lido por diversos internautas organizados em redes sociais.

8 – Que é “inteligência coletiva” e como Lemos e Levy situam esse conceito na Cibercultura?

A inteligência coletiva é um conceito possibilitado pela internet, principalmente pela Web 2.0, que, como foi colocado na resposta anterior possibilitou a existência de múltiplas contribuições aos sites.


Como o próprio nome sugere, a inteligência coletiva é a produção intelectual por mais de uma pessoa ou grupo, entendendo esse grupo como um conjunto de pessoas que possuem certa afinidade e interesses – na internet um grupo pode ser constituído de maneira diversificada, pessoas de locais diferentes, pensamentos diferentes, objetivos diferentes, etc, podem compartilhar (ou divergir) de uma determinada idéia e produzir algo em torno dela.

O exemplo mais popular de um site baseado no conceito de inteligência coletiva são os sites wiki, mais especificamente o mais famoso do gênero, a Wikipédia, onde os textos são abertos e editáveis por qualquer pessoa, tanto para o acréscimo de informações quanto para a o controle de informações inverídicas.


Referências:

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_coletiva
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_%28Sociologia%29
  • http://www.ojr.org/ojr/workplace/1060217106.php
  • http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/conquiste_a_rede_jornalismo_cidadao.pdf
  • http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-19652009000100010&script=sci_arttext
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0
  • http://en.wikipedia.org/wiki/Web_1.0
  • http://informatica.hsw.uol.com.br/web-101.htm
  • http://www.web2summit.com/web2010
  • http://www.slideshare.net/guest2ededb/web-10-x-20-presentation
  • LEMOS, A & LEVY, P. O futuro da Internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. Ed. 1. São Paulo. Paulus, 2010

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