Pessoal, estava lendo sobre cidades digitais e encontrei algumas coisas bacanas, seguem os links:
http://www.guiadascidadesdigitais.com.br/site/
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/05/pais-tera-500-cidades-digitais-ate-2014-diz-futuro-presidente-da-telebras.html
http://www.cpqd.com.br/highlights/2406-cidades-digitais.html
http://www.andrelemos.info/artigos/cibercidade_janelas.pdf
Avaliação 1
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
[Primeira avaliação] Aluno: Felipe Thadeu
UERJ- Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação - Profº Marco Silva
Aluno: Felipe Thadeu. Matícula: 2008.2.04102-11.
1/.
Segundo Lemos & Lévy, os três princípios da cibercultura são: liberação da emissão, conexão generalizada e reconfiguração social, cultural, econômica e política. Esses princípios podem ser caracterizados como:
-Liberação da emissão: marca a liberação do pólo de emissão, ou seja, a emissão de informação passa a ser possibilidade de todos aqueles envolvidos naquela deliberação, a comunicação passa para uma perspectiva de comunicação “todos-todos”, onde não faz mais sentido delimitar emissor e receptor (comunicação unidirecional), passando para uma visão dinâmica desta classificação (em um momento temos que o indivíduo 1 é emissor de determinada informação e em um instante seguinte ele se encontra na posição de receptor onde um indivíduo 2, agora transmite sua visão). Marcado pela emergência das vozes e discursos, anteriormente reprimidos na edição das mídias de massa (rádio, TV, Jornal,...), ganhando então atenção.
-Conexão generalizada: é marcado pelo fato do “tudo em rede”. Segundo Lemos & Lévy essa conectividade planetária tem início com a transformação do PC (Personal Computer – Computador Pessoal) em CC (Computador Coletivo ou Computador Conectado, que ganha espaço com o surgimento e a popularização da Internet) e vêm ganhando novos contornos com o atual CC móvel (Computador Coletivo Móvel ou Computador Conectado Móvel, que ganha força com a era da computação onipresente – ubíqua – com a explosão dos celulares e redes sem fio). Tudo se comunica e está em rede: pessoas, máquinas, objetos, cidades; onde objetos dos mais diversos passam a se comunicar ao conectarem-se à Internet.
- Reconfiguração: trata-se de um processo de reconfiguração de práticas e modalidades midiáticas, inerentes em várias expressões da cibercultura, sem, porém, substituição de seus respectivos antecedentes. Esta idéia de reconfiguração vai além da remediação1 de um meio sobre o outro, pois a compreende-se mais profundamente como a transformação de estruturas sociais, instituições e práticas comunicacionais.
3/.
| Jornalismo cidadão. |
Jornalismo Cidadão, ou Jornalismo Colaborativo, Jornalismo Open Source ou ainda Jornalismo Participativo é uma idéia de jornalismo na qual o conteúdo (texto + imagem + som + vídeo) é produzido por cidadãos sem formação jornalística, em colaboração com jornalistas profissionais. Esta prática se caracteriza pela maior liberdade na produção e veiculação de notícias, já que não exige formação específica em jornalismo para os indivíduos que a executam.
”Jornalismo cidadão”, também pode ser visto como uma teoria que traz a idéia de que qualquer indivíduo imerso em um ambiente sócio-cultural com consciência dos seus direitos (cidadão) pode expor sua indignação, insatisfação, aprovação com determinada situação ou atitude à todos os outros, ou seja, exercer um tipo de jornalismo onde a própria pessoa que esta imersa na situação seja capaz de transmitir as dificuldades/vantagens da situação enfrentadas.
Essa teoria ganha muita força com o crescimento da cibercultura, e mais especificamente na blogosfera difundiu-se intensamente, pois, por exemplo, um indivíduo que está insatisfeito com determinada situação no local próximo a sua casa pode construir um blog e expor sua indignação com essa situação exibindo textos, imagens e vídeos a respeito, visando a denunciar à todos aquela situação. Ou seja, a blogosfera, graças a facilidade na criação de um blog, possibilita o crescimento e o desenvolvimento do jornalismo cidadão.
5/.
| Imagem ilustrando a comunicação um-todos. |
A nova paisagem midiática construída com o crescimento e desenvolvimento da cibercultura, classificada por Lemos & Lévy como “pós-massiva”, é caracterizada pelas mídias de caráter colaborativo e interativo, onde ocorre a abertura do fluxo informacional, pela liberação da emissão e personalização do consumo de informação. Diferentemente da exclusividade anterior das mídias massivas como TV, rádio, entre outras, onde a seleção e transmissão do conteúdo se baseavam em um tipo de comunicação “um-todos”, onde os responsáveis pelas mídias visavam atingir a toda uma massa em uma transmissão que visasse seus interesses. Com essa idéia das mídias “pós-massivas”, a produção de conteúdos passa a ser alcançável (ou mesmo responsabilidade) de todos os envolvidos naquele ambiente cibercultural, onde qualquer pessoa que sentir necessidade pode intervir do conteúdo transmitido por outra pessoa, buscando melhorá-lo (produção coletiva/colaborativa), ou mesmo expor seus próprios conteúdos visando enriquecer o conteúdo cibercultural (comunicação “todos-todos”). Estão presentes nesse contexto como “novas mídias” a Internet, os telefones celulares, os microcomputadores, entre outras que desempenham um papel não centralizador na comunicação e incentivam o trabalho aberto, colaborativo, interativo, distributivos.
Contudo, deve-se destacar que não se trata de um processo de substituição, mas de reconfiguração da indústria cultural. Ambas as formas de comunicação (um-todos e todos-todos) se manterão ativas, porém cada vez mais teremos liberdade para selecionar a maneira de obter as informações, além das inovadoras oportunidades de produção livre de conteúdo, marcando uma comunicação bidirecional, cooperativa e planetária.
| Um pouco do caráter colaborativo e da comunicação todos-todos pertencentes as mídias pós-massivas. |
7/.
A palavra chave para distinguirmos Web 1.0 e Web 2.0 é interatividade.
A Web 1.0 é marcada por endereços onde são oferecidos conteúdos (aqui entendidos como qualquer forma de transmissão de idéias: textos, imagens, vídeos, sons, músicas, podcasts, etc) para serem unicamente vistos (o visitante do endereço é mero espectador) por aquele que visita tal endereço, possuindo um caráter unidirecional e na maioria das vezes informativo. Outra característica da Web 1.0 é que esse conteúdo só pode ser disseminado por um grupo específico de pessoas, impedindo assim a interação daquele que visita o endereço. Exemplos de endereços Web 1.0 são os sites e portais, como por exemplo, http://www.uol.com.br/ (site/portal), http://odia.terra.com.br/portal/ (portal) e http://portal.cefet-rj.br/ (portal), onde o visitante encontra informações sobre notícias, interesses em diferentes nichos sociais e sobre as instituições referentes, das mais diferentes maneiras (textos, imagens e vídeos)porém não oferecem aos seus visitantes a oportunidade de comentar suas postagens ou contribuir com novas postagens.
| Fluxo de conteúdo na Web 1.0 (à esquerda) e na Web 2.0 (à direita). |
| Alguns exemplos de endereços da Web 2.0. |
Referências contidas no texto
1- Remediação – é definida por Paul Levinson como o processo “antropotrópico” pelo qual as novas tecnologias das mídias tornam melhores [improve upon] ou rectificam [remedy] as tecnologias anteriores. Bolter e Grusin (2000: 273) usam remediação como lógica formal pela qual as novas mídias renovam [refashion] as formas dos mídia anteriores.
Bibliografia
- LEMOS, A. & LÉVY,P. O futuro da Internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. Ed. 1. São Paulo: PAULUS, 2010.
- SANTOS, Rogério. Remediação. Disponível em: http://industrias-culturais.blogspot.com/2008/06/remediao.html . Acesso em: 24/10/2010.
- Autor Desconhecido. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_cidad%C3%A3o . Acesso em: 24/10/2010.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Poste seu texto "Avaliação 1".
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O PROFESSOR DO PRÓXIMO MILÊNIO
Andrea Cecilia Ramal
Pesquisadora do Centro Pedagógico Pedro Arrupe
Autora de Histórias de Gente que Ensina e Aprende
Doutora em Educação - PUC-RJ
Diretora da Instructional Design.
Pesquisadora do Centro Pedagógico Pedro Arrupe
Autora de Histórias de Gente que Ensina e Aprende
Doutora em Educação - PUC-RJ
Diretora da Instructional Design.
Creio que o computador vai substituir o professor. Estou falando, é claro, do professor-transmissor de conteúdos, parado no tempo, aquele das conhecidas fichas que serviam para todas as turmas, ano após ano. Aquele que pensava que, mesmo apresentando as coisas de maneira maçante e tradicional, trazia novidades para pessoas que não sabiam quase nada. Essa transmissão de dados passará a ser feita pelo computador de um modo muito mais interessante: com recursos de animação, cores e sons; o aluno terá papel ativo, buscando os temas em que deseja se aprofundar. Algo excluído há muito tempo do currículo entrará na escola: a própria vida do estudante. Então caberá a nós reinventar a nossa profissão.
Como será o professor do próximo milênio? Acredito que ele será um estrategista da aprendizagem. Alguém que vai precisar conhecer a psicologia e a ecologia cognitivas de seu tempo (em outras palavras: saber como o aluno aprende), para poder criar estratégias de aprendizagem no ambiente do computador.
Existem duas formas de usar a máquina na sala de aula. Uma é como se ela fosse simplesmente um caderno mais prático, ou um quadro-negro mais moderno: por exemplo, colocar os alunos para copiar textos no Word, ou dar aula com apresentações no Powerpoint. Isso não é novidade, é apenas incrementar a aula tradicional com elementos atraentes.
A segunda maneira é tornar o computador um novo ambiente cognitivo, ou seja, compreender que no contexto digital mudam as nossas formas de pensar e, portanto, de aprender. Isso não é inédito na humanidade: quando a escrita surgiu, o mundo começou a pensar diferente, a organizar as idéias de outro modo e a formar novas visões da realidade. Nossa época é tão decisiva na história como aquele momento. Cabeças deixam de ser analógicas para se tornar digitais. Como se estrutura seu pensamento?
Vou dar um exemplo muito simples, a partir da minha experiência. Fui professora de Português/Literatura e Redação e, durante muito tempo, reclamei dos alunos que não queriam fazer rascunho, pensando que era preguiça. Hoje percebo, estudando as práticas de leitura e escrita na cibercultura, que na verdade existe uma nova relação com o erro. Antes, errar significava refazer toda a página. Agora, o esboço é o monitor. O rascunho é o próprio texto. Escrevemos pelo ensaio-e-erro: não gostei deste parágrafo aqui, puxo para lá, excluo, reescrevo - tudo antes de imprimir. É uma espécie de aprendizagem por simulação. Como pretender que os jovens façam rascunho no papel? Isso corresponde ao paradigma da página, da linearidade. Acompanhar o processo de escrita pelos monitores em que os alunos trabalham, em vez de ficar apenas com o resultado final, pode ser uma estratégia para conhecer mais e melhor a dinâmica dos processos de escrita dos estudantes.
Pierre Lévy usa duas expressões interessantes para falar do professor: arquiteto cognitivo e engenheiro do conhecimento. Traduzindo: aquele profissional responsável por traçar e sugerir caminhos na construção do saber.
A segunda maneira é tornar o computador um novo ambiente cognitivo, ou seja, compreender que no contexto digital mudam as nossas formas de pensar e, portanto, de aprender. Isso não é inédito na humanidade: quando a escrita surgiu, o mundo começou a pensar diferente, a organizar as idéias de outro modo e a formar novas visões da realidade. Nossa época é tão decisiva na história como aquele momento. Cabeças deixam de ser analógicas para se tornar digitais. Como se estrutura seu pensamento?
Vou dar um exemplo muito simples, a partir da minha experiência. Fui professora de Português/Literatura e Redação e, durante muito tempo, reclamei dos alunos que não queriam fazer rascunho, pensando que era preguiça. Hoje percebo, estudando as práticas de leitura e escrita na cibercultura, que na verdade existe uma nova relação com o erro. Antes, errar significava refazer toda a página. Agora, o esboço é o monitor. O rascunho é o próprio texto. Escrevemos pelo ensaio-e-erro: não gostei deste parágrafo aqui, puxo para lá, excluo, reescrevo - tudo antes de imprimir. É uma espécie de aprendizagem por simulação. Como pretender que os jovens façam rascunho no papel? Isso corresponde ao paradigma da página, da linearidade. Acompanhar o processo de escrita pelos monitores em que os alunos trabalham, em vez de ficar apenas com o resultado final, pode ser uma estratégia para conhecer mais e melhor a dinâmica dos processos de escrita dos estudantes.
Pierre Lévy usa duas expressões interessantes para falar do professor: arquiteto cognitivo e engenheiro do conhecimento. Traduzindo: aquele profissional responsável por traçar e sugerir caminhos na construção do saber.
Esses novos papéis vão exigir mudanças nos cursos de formação docente, abertura permanente ao novo, visão crítica na seleção das informações, sintonia com os desafios de cada momento e atenção constante aos processos educativos, tanto quanto aos resultados. O percurso que cada aluno tiver empreendido, a sua forma de navegação pelo universo do saber, será o contexto do qual o orientador de estudos terá que partir para traçar os próximos links da rede de construção coletiva do pensamento.
Só podemos imaginar que, no próximo milênio, vai ser muito mais difícil ser um mestre. Mas, em contrapartida, estaremos contribuindo para formar, em vez de receptores passivos de conteúdos, seres mais capazes de atribuir novos sentidos para a realidade; pessoas que saibam criar novos saberes, a serviço da humanidade.
Só podemos imaginar que, no próximo milênio, vai ser muito mais difícil ser um mestre. Mas, em contrapartida, estaremos contribuindo para formar, em vez de receptores passivos de conteúdos, seres mais capazes de atribuir novos sentidos para a realidade; pessoas que saibam criar novos saberes, a serviço da humanidade.
Está em nossas mãos, agora, a possibilidade de deletar a escola de portas fechadas e cercadas por muros, para deixar nascer a escola da multiplicidade, do hipertexto, do link, das janelas abertas e das salas de aulas conectadas com o mundo.
E garanto que tem muita gente que mal pode esperar por ela.
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