Avaliação 1

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sábado, 27 de novembro de 2010

Avaliação 1 de Cibercultura


Aluna: Vanessa Lima Vieira
Curso: Psicologia
Matrícula: 2009.2.0524-11


1) Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos e Lévy.
    Segundo Lemos e Lévy, seriam três princípios: liberação da emissão, conectividade e reconfiguração. A liberação da emisão pode ser definida como o ato de não mais apenas receber as informações, de ter uma atitude passiva diante do que se é passado para nós. Com a liberação é possível opinar, reivindicar ou concordar e complementar o que se é dito por outra pessoa. Antigamente os meios de comunicação possuíam o poder de falar e atingir os receptores sem receber críticas, agora qualquer um pode ser também um emissor, seja através de um blog, um fórum em redes sociais entre outros. O poder da voz torna-se universal.
    A conectividade ou conexão generalizada seria o fato de tudo estar conectado, onde todos os links interagem. Num texto de futebol, por exemplo, você lê que certo time jogará em um país diferente do seu e há a possibilidade de clicar nesse link e descobrir mais sobre a história desse país, que haverá links para os artistas da região, que levará ao link de música em geral. Enfim, uma infinidade de informações entrelaçadas. Uma empresa pode possuir seu site e seus funcionários ter a oportunidade de opinar ali, ou uma pessoa que ainda não conhece a empresa descobrir mais sobre sua história. Um grupo de alunos que se unem em torno de um grupo de e-mail para trocar informações, dicas, textos. Essa conexão se generaliza, se espalha, permite que todos falem com todos e sejam também ouvidos.
     Já a reconfiguração seria o fato de mudar algo existente sem destruir o que já tem. E através do ciberespeaço isso é possível, pois o sujeito pode ler algo e acrescentar um detalhe relevante. É a modificação das modalidades midiáticas pelos seres que a utilizam. A própria notícia, informação está sempre se atualizando, nada é permanente, é tudo um processo contínuo, não há uma verdade absoluta, e por isso é importante essa capacidade dada pela cibercultura de reconfigurar a realidade existente.

3) Que é “jornalismo cidadão” e quais suas possibilidades na blogosfera?
     O termo designa o jornalismo feito pelos cidadãos comuns, por aqueles que vivem aquela situação. Por ser produzido por muitos e não ter um detentor no poder, possui uma maior liberdade de opinião e consequentemente é mais real pois não haverá um único pólo, um único ponto de vista. Pode ser expresso por meio de um blog de uma determinada comunidade, por exemplo. Onde cada morador relataria seus problemas e dificuldades naquele espaço e os outros também iriam falar sobre aquele tema. E o conjunto dessas informações daria a real situação ali vivida.

7) Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos comentados.
    A web 1.0 foi a primeira forma surgida como internet comercial. Era reperentada por sites onde a forma de recepção da mensagem só tinha uma direção, o emissor (site) mandava as informações para o receptor (usuário) e este as lia sem ter o poder opinar ou modificar o que achasse errôneo. O site de certa loja, por exemplo. Ali só há possibilidade de leitura. Já a web 2.0 seria a segunda geração onde o principal objetivo é aproveitar a inteligência coletiva, a interação dos usuários com a rede a fim de aperfeiçoar o conteúdo ali exposto. Ou seja, esse conteúdo estaria sempre em modificação, em evolução para atingir a melhora e seria feito por todos. A wikipédia é um bom exemplo de web 2.0, onde um certo tema pode ser descrito por uma pessoa e as outras iriam ter a chance de alterá-lo se fosse necessário. Posso observar na wikipédia uma página de algum assunto que domino e enriquecê-la com minhas informações. No youtube, por exemplo, posso fazer questionamentos, ligar aquela informação com outra. A web 2.0 permite que se obtenha o êxito ao dar liberdade para os cibercidadãos interferirem e ajudarem na elaboração do conteúdo.

8) Que é “inteligência coletiva” e como Lemos & Lévy situam esse conceito na cibercultura?
     A inteligência coletiva seria uma nova forma de formar um conhecimento a partir de diversas pessoas, como o nome diz, é uma inteligência de mais de um detentor, onde não haveria uma única pessoa detentora dessa inteligência, do saber. Este seria construído por todos e estaria acessível a todos. Na cibercultura essa inteligência coletiva se daria na sua plenitude visto que é a melhor forma de todos estarem interconectados, trocando conhecimentos. Não há uma pessoa que sabe de tudo, mas cada qual contribuindo com o que sabe, forma um conhecimento confiável e livre para todos. A wikipédia também seria um exemplo dessa inteligência coletiva.      

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Educação e Cibercultura - Avaliação 1

UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação
Disciplina: Educação e Cibercultura - 2010.2
Professor: Marco Silva
Aluna: Ana Braga - Comunicação



1) Caracterize os três princípios da cibercultura segundo Lemos e Lévy.

    
     1-R: Liberação da palavra – A liberação da emissão e produção, além da distribuição livre através de recursos de multidimídia, textos, imagens, etc. O receptor passa a produzir também e o emissor recebe, ou seja, existe a troca de informações. A audiência ganha voz.

            Conectividade – A conexão generalizada e planetária. Pessoas se interligam de diversos lugares do mundo através da internet independente das diferenças socioculturais e distâncias geográficas. Mas não é só isso, é produzir, emitir e construir conteúdos de maneira livre, interligar os sistemas operacionais, pessoas, empresas, contribuindo para o crescimento do consumo informacional, com a circulação da informação através de processos livres. As redes sociais, as plataformas wikis e os softwares livres cumprem bem estes papél na cibercultura, criando vínculos sociais locais, comunitários e planetários. Criando uma conexão generalizada de informações.

           Reconfiguração – Novas formas de produção. As novas formas de produção reconfiguraram-se, além da emissão livre e da conexão, há novas práticas e instituições na cultura da sociedade contemporânea. Os antigos modelos produtivos e econômicos da indústria, apesar de permanecerem, cederam espaço às novas indústrias culturais, no tocante à autoria e reprodução. O surgimento dos sistemas de código aberto, a licença aberta (copyleft), como a creative commons, com a permissão de edição, cópia e distribuição de cópias de forma legal. Os blogs que começaram como sendo apenas diários online, hoje invadem o mundo corporativo, inclusive nos veículos de comunicação, onde jornalistas já possuem o seu blog dentro do site do jornal online. As emissoras de rádio e de tevê atualmente disponibilizam programas, entrevistas, e reportagens em portais e o ouvinte ou o espectador, podem ver e/ ou ouvir o programa que perdeu ou que gostaria de ver ou ouvir novamente, além de chats com apresentadores e convidados e imagens dos bastidores. Ou seja, uma reconfiguração comunicacional dentro e fora do ciberespaço.


3) O que é “jornalismo cidadão” e quais suas possibilidades na blogosfera?


    3-R: O jornalismo cidadão é a participação do leitor/ usuário como produtor/ emissor de informação principalmente em veículos noticiosos. Participando de parte ou de todo o processo de produção. Com o avanço tecnológico, a redução dos custos, a popularização e disseminarão dos dispositivos tais como: Câmeras digitais, telefones celulares, computadores pessoais e computadores portáteis, Ipod, entre outros, foram criadas novas formas de produção. Toda esta transformação nas formas de recepção e emissão abriu portas para a democratização da informação e a pluralização das vozes. Estas características que são próprias da segunda geração da internet, fizeram com que surgisse de maneira mais forte e organizada um formato jornalismo cidadão, também chamado de colaborativo ou participativo. O que há algumas décadas era caracterizado somente por uma forma estática e filtrada de participação do leitor ou usuário no caso da internet, através de canais próprios para eles, como sessão de cartas, hoje se apresenta como um tipo de conteúdo noticioso produzido pelo leitor. O crescimento da participação do receptor na produção da informação cresceu e o espaço do amador no jornalismo foi aumentando, sobretudo com a criação dos blogs. No início, as pessoas apenas utilizavam como diários que, aliás, era a proposta. Os blogs eram utilizados para publicação de intimidades que não necessariamente influenciariam ou teriam a ver com a esfera pública. Mais tarde, os “blogueiros” passaram a publicar conteúdos de interesse coletivo, que com o passar do tempo ganharam e ganham cada vez mais audiência. As formas de produção, distribuição e consumo de notícias foram afetadas por este processo, os blogs na sua linguagem descontraída, menos comprometida e com possibilidades de interferência de terceiros, através de postagens de comentários, acabam por concorrer com os jornais, os confrontando e até mesmo tentado o “furo” jornalístico, buscando publicar notícias antes deles. Bem diferente dos primeiros registros de publicação de notícias na rede que apenas reproduziam conteúdos de outros meios de comunicação, copiando e colando as informações e posteriormente editando. Hoje se produz conteúdo especificamente para a internet. 
   
    Mas não devemos esquecer que também faz surgir questões como veracidade e credibilidade dessas notícias, que estão sendo conquistadas ao longo do tempo com a ajuda de sites oficiais e corporativos. Com tudo isso, os blogs, que sempre foram considerados o espaço do cidadão na internet, vêm se popularizando, se multiplicando e se firmando como espaço de publicação de notícias. Que podem permitir a integração de pessoas com mesmos ideais ou não e podendo promover a discussão do que interessa a uma determinada comunidade, por exemplo. Desta forma, tornando-se uma espécie de ágora do território digital da nova sociabilidade pós-massiva.

5) Caracterize a nova paisagem midiática definida por Lemos & Lévy como “pós-massiva”.





    5-R: A comunicação vem passando por diversas modificações ao longo dos séculos,  a chamada evolução tecnológica gerou modificações profundas com a comunicação de massa a partir dos meios eletrônicos, como o rádio e a televisão e mais recentemente, nas últimas décadas com a informática. Desde os anos 40 e 50 quando foram criados os primeiros computadores na Europa e Estados Unidos, que estas máquinas vêm se tornando indispensáveis na comunicação humana. Com o desenvolvimento e a proliferação das novas tecnologias pelo mundo. Em meados da década de 80, passaram a ser incluídos o comando de voz, multimídia, realidade virtual, além de mais possibilidades de design de aplicações, oferecendo mais suportes aos usuários comuns. Isto pode ser percebido também com a criação de ambientes de aprendizagem interativos, softwares ligados à área de educação e simuladores para treinamentos. A evolução tecnológica, mobilidade computacional e utilização de infravermelhos, possibilitou a realização de aplicações para todos os tipos de usuários, em todos os aspectos da vida, da rotina das pessoas passaram a ser vistos como mais possibilidades de investimento nesta área, tanto no lazer, quanto na educação, trabalho, enfim, do dia-a-dia das pessoas, que poderia ser melhorado com o uso da tecnologia, criando novas formas de aprender, de se comunicar, também novas formas de sociabilidade, lazer, trabalho. Cresce a presença das novas tecnologias em tudo e os estudos sobre os seus impactos em diversos aspectos também. 
    
 
    Com o surgimento da internet, as funções comunicacionais há a liberação da palavra, democratização da informação, comunicação bidirecional e de todos para todos, as informações são interativas, abertas e planetárias. Surgem novos modelos de cognição. Há a redução do poder sobre a informação, proporcionando a produção coletiva e por sua vez perpetuando o saber, constante atualização e redução do sentimento de pertencimento do conhecimento. Hoje a internet abriu portas para a produção coletiva e para a discussão e distribuição que contribuem com a formação da opinião pública.  Bem diferente da cultura de massa, do público como sendo uma massa amorfa, nesta configuração pós-massiva, fica cada vez mais forte a segmentação dos públicos que também passa a ter vontade própria e ter voz, ele escolhe e diz o que deseja. Grupos anteriormente desprezados ou desconhecidos passam a ocupar um lugar no ciberespaço, ganham força, legitimam-se e saem dalí.
   
7) Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos comentados.
 


    7-R: Desde os anos 90, os desenvolvedores passaram a perceber que era preciso mais do que aqueles sistemas complexos, com aparência desagradável e que somente especialistas sabiam utilizar. Perceberam então que era preciso expandir, incluindo profissionais especialistas em mídia e design, com experiências nas áreas narrativas, como por exemplo, o cinema, além de designers gráficos e desenhistas industriais. Conhecimentos de profissionais de outras áreas foram incorporados à elaboração de projetos, como antropólogos, sociólogos e dramaturgos, para acrescentar ao trabalho dos psicólogos na área de interação humana. Passando a dar condições de desenvolver sistemas de interação que atendessem as suas funções em uma combinação de habilidades necessárias para uma nova geração de produtos interativos. Do ano 2000 para cá, essas possibilidades só aumentaram. Com a internet, estas transformações também ocorreram. Em sua geração Web1.0, a primeira característica era a quantidade de informação, o grande número de informações disponível. Porém eram informações estáticas e que não permitiam a intervenção do usuário, apesar de já existirem nesta geração os hiperlinks. A primeira geração era também mais caracterizada como um espaço de leitura, o seu conteúdo era fechado, não era permitido fazer alterações por parte do leitor, que ficava com um papel de espectador. Hoje a internet não é apenas um meio de distribuição de conteúdos já existentes, os conteúdos também são criados de forma individual e coletiva na rede. Apesar de algumas críticas quanto ao termo Web2.0 como sendo uma jogada de marketing mais do que uma classificação de uma nova geração de usuários ou uma nova forma de navegação. Embora no início confundisse sobretudo os leigos, como sendo uma nova versão de algum software, o termo Web 2.0 caracteriza uma nova forma de utilização da internet. A internet hoje possui recursos avançados de multimídia, de interatividade, produção coletiva, ou seja, é colaborativa, como por exemplo no caso da wikipedia que possibilita a inteligência coletiva, a produção coletiva, onde um usuário pode editar ou acrescentar suas idéias e conhecimentos aos textos lá publicados. A Web 2.0 proporciona a democratização do conhecimento e dá voz ao receptor que sai do seu papel de espectador e passa a produzir e distribuir conteúdo, como no caso dos blogs. Porém, a Web 2.0 possui um excesso de informação, cabe à audiência escolher quais informações consumir ou não na rede. O que os especialistas vêm chamando de gatewatching, em contraponto aos gatekeepers, que seriam, por exemplo, os editores de jornais que filtram as informações a serem publicadas. O gatewatching é a própria audiência que opta pelo que quer que seja publicado não consumindo a informação que não lhe interessa. E qualquer informação como o nome já diz: publicada, precisa de um público, sem ele ela perde o sentido.

8) Que é “inteligência Coletiva” e como Lemos & Lévy situam esse conceito na cibercultura?

  
    8-R: Inteligência coletiva é uma nova forma de pensamento por conexões através da utilização de redes abertas na internet. É a produção de conteúdo aberto e coletivo através da internet, onde o usuário tem permissão para retirar, acrescentar ou reescrever toda e qualquer parte do conteúdo publicado.  Segundo os autores o cidadão deve ter responsabilidade para explorar todo o potencial da rede da melhor forma. Na internet todo tipo de conteúdo é permitido, os bons e os ruins, em todos os sentidos, porém cabe ao usuário escolher consumir o que deseja, assim como na sua vida como um todo. Porém deve se confrontar de maneira livre e responsável as informações e idéias disponíveis na internet, pois é deste confronto que a dinâmica da produção de conhecimento sobrevive e não do cerceamento a palavra.

Ana Braga

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Evento de amanhã contando para pontos extras

Gente, desculpa por ter feito um post aqui, mas preciso de ajuda. Alguém pode me passar o site do evento de amanhã que o professor falou para irmos e que vai servir para pontos extras ?
Novamente desculpa pela abuso, galera, só fiz isso por que realmente não consegui achar e não tenho e-mail de ninguém.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Avaliação de cibercultura

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação
Disciplina: Educação e Cibercultura
Aluna: Raíssa Beatriz Mendes Huguenin Câmara
Matrícula: 200610127411

Questão 1) Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos e Lévy.

De acordo com Lemos e Lévy, a cibercultura segue três grandes princípios, que são eles: a liberação da emissão, a conectividade e a reconfiguração. O primeiro diz respeito ao poder de voz pelos "novos" cidadãos proporcionada pela web. Nesta, todos ques estão conectados têm acesso e podem fazer parte dela enquanto emissor de conhecimento e também enquanto crítico das informações que são "lançadas" em rede.
Já o segundo princípio abordado pelos autores, a conectividade ou conexão generalizada corresponde ao foto de estarem todos conectados através da internet, seja pelo computador , seja pelo celular, é cada vez mais evidente esta nova era comunicacional. É muito simples se comunicar com alguém do outro lado do planeta e saber das notícias em tempo real, basta o acesso à essas ferramentas.
Por fim, temos o princípio da reconfiguração que sugere uma nova configuração dos meios de comunicação já existentes, como o rádio e a televisão. Neste, os autores não defendem e não acreditam na ideia de substituição, mas sim numa remodelagem, ou seja, uma atualização destes meios.

Questão 3) Que é "jornalismo cidadão" e quais suas possibilidades na blogosfera?

Um novo tipo de jornalismo se instaura, "o jornalismo cidadão". A partir do advento da internet, somos todos capazes de noticiar fatos e também de comentá-los. Através de blogs, sites de relacionamento ou até mesmo em páginas de jornais oficiais, podemos criar, contar, recriar, comentar, dar sugestões sem ser de fato um profissional do jornalismo. Isso ocorre graças à liberação da palavra promovida pela cibercultura.

Questão 8) Que é "inteligência coletiva" e como Lemos e Lévy situam esse conceito na cibercultura?

Dentro da cibercultura, Lemos e Lévy trabalham um conceito bastante pertinente, " a inteligência coletiva". Podemos explicá-la como sendo a construção do conhecimento através da contribuição de várias pessoas, muitas anônimas em um determinado assunto. Um exemplo bem claro deste conceito é a Wikipédia, a enciclopédia livre em que as pessoas publicam ou modificam informações à repeito de um tema específico. Claro que essa inteligência deve ser ponderada, uma vez que alguns publicam informações não-verdadeiras, ou seja, sem fontes seguras. Entretanto, a Wikipédia é uma ferramenta muito utilizada por todos nós no momento de nossas pesquisas. Precisamos somente ter certo cuidado ao afirmar um ou outro conceito tendo por base somente esta fonte.
Questão 9) Que é "cidade digital" no Brasil e quais suas possíveis consequências sociais?

Cidades digitais são aquelas que possuem um sistema de conectividade amplo, ou seja, que possuem conexão de internet em todos os bairros. Segundo André Lemos, "As cidades são sistemas complexos. Desde as primeiras necrópoles pré-históricas até as contemporâneas megalópoles, as cidades nascem, crescem e desenvolvem-se a partir de fatores sociais, culturais, políticos, tecnológicos. No século XVII, a ciência e a tecnologia tornam-se importantes para o desenvolvimento do espaço urbano. A era industrial que se inicia no século XVIII vai moldar a modernidade e criar uma urbanização planetária. Hoje, em pleno século XXI, as novas tecnologias de comunicação e informação imprimem novas marcas ao urbano. As cidades digitais são as cidades da globalização, onde as redes telemáticas fazem parte da vida quotidiana e constituem-se como a infra-estrutura básica e hegemônica da época."
No estado do Rio de janeiro temos um exemplo de cidade digital, é o município de Piraí. Também de acordo com Lemos, devemos compreendê-la como uma nova dimensão do urbano, e não como uma "outra" cidade, como um espaço "virtual" ou como uma "cidade na internet". Trata-se efetivamente de uma reorganização das cidades existentes, fruto da nova relação entre o espaço urbano (e suas práticas) e as tecnologias digitais de informação e comunicação. Cidades Digitais são as aquelas em que a interface de redes e tecnologias informacionais com o espaço urbano já é uma realidade.

Primeira Avaliação de Educação e Cibercultura

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
DISCIPLINA: EDUCAÇÃO E CIBERCULTURA
ALUNA: TATIANE FELIX DE CARVALHO
MAT. 200610228611

1-      Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos & Levy.

   A cibercultura se caracteriza pela nova forma de conhecer e trocar conhecimentos de forma interativa utilizando cada vez mais a tecnologia como meio de propagação de conhecimento. De acordo com Lemos & Levy o que existe é uma aprendizagem coletiva, onde não há mais um conhecimento individual ou um órgão detentor e transmissor do conhecimento, pois através das mídias digitais, ele se dá de forma interativa e coletiva, existindo uma troca quase instantânea de informações. Diante deste novo cenário cultural surgiram também os três princípios básicos da cibercultura, são eles:
1° A liberação da emissão, ou seja, a liberação da palavra antes reprimida e atuando como simples expectadora, agora o que há é a constante trocas de opiniões e considerações feitas sobre a informação recebida;
2° Conexão generalizada, através do uso generalizado da rede de computadores e dispositivos digitais móveis, tudo está sempre conectado e todos a todo o momento passam a se comunicar, tornando a informação uma constante.
3° Reconfiguração social, cultural, econômica e política, isto é a adaptação das práticas informacionais e culturais existentes na sociedade a esta nova realidade da cibercultura, onde não há mais consumidores passivos da informação, mas a interação e a socialização da informação.

2-      Que é cibercidadania e cibercultura e quais são suas expressões sociotécnias?

   Entende-se por cibercultura as relações emergentes entre tecnologias de comunicação, informação e a cultura contemporânea, ela se caracteriza por modos de comportamento, pensamento, trabalho ou arte que passam pela internet e a conectividade.
   No que diz respeito à cibercidadania, é a forma como interagimos na cibercultura e as atividades que exercemos neste mundo de conectividade, logo, a cibercidadania se caracteriza pela interação social através das mídias digitais e do uso da conectividade tanto para a diversão, quanto para obter e emitir considerações sobre informações constantemente encontradas no mundo da conectividade.

3-      Que é “jornalismo cidadão” e quais suas possibilidades?

Com a emergência da cibercultura e consequentemente da liberação da emissão da palavra através dos meios digitais, a informação não é mais consumida de forma passiva, agora o cibercidadão, ou seja, o integrante da cibrecultura interage com a informação, ele escolhe o que o interessa e o que vai repassar e propagar, seja em seus blogs, sites, fórum de discussões e etc.
   O que víamos antes, no que diz respeito ao jornalismo, era a receptação da informação pronta, editada e escolhida por terceiros o que teríamos ou não acesso. Na atualidade, o que existe é o “jornalismo cidadão”, ou seja, agora não recebemos mais a notícia como meros expectadores, agora comentamos a notícia, ela é discutida e escolhemos o que realmente queremos ouvir e passar a diante, porque no ciberespaço a emissão da palavra é livre e mesmo que o jornalismo escolham aquela informação que teremos acesso, através da conectividade obtemos informações através de blogs, fóruns e outras redes sociais. A informação não depende mais de um mediador, ela encontra espaço livre na internet para se espalhar através da interatividade dos usuários da rede de comunicação on-line. Desta forma, o “jornalismo cidadão” se dá tanto na forma de comentários sobre informações jornalísticas recebidas dos jornais, quanto de denúncias e  críticas feitas através da rede, é a informação feita não por um único mediador, mais por vários emissores e expectadores.

4-       Como a “esfera pública” se redefine na cibercultura?

   Diante da cibercultura, a esfera pública está se reconfigurando, ou seja, ela está se adaptando a nova realidade cultural. O que antes era caracterizado pelo contato presencial agora está diante de uma nova realidade, onde as discussões são feitas através do ciberespaço, ou seja, através de mídias digitais conectadas como os computadores e celulares. Não é mais preciso um espaço físico para haver conversação ou trocas de informação, pode-se fazer isso através da conectividade. A esfera pública agora é a rede mundial da internet, onde tudo se torna público apenas por estar exposto a rede e dar a condição de comentários e discussões de outros. Desta forma, todos podem emitir uma opinião e comentários on-line tornando sua emissão pública, não dependendo mais dos meios de comunicação em massa como, a televisão, jornais e rádios.

      
8- Que é “inteligência coletiva” e como Lemos & Levy situam esse conceito na cibercultura?

   Com os avanços tecnológicos e a emergência da cibercultura, vimos também à liberdade de pensamento e expressão se ornar realidade a partir da internet. Hoje não há mais um monopólio da informação e intelectualidade pelas mídias massivas (escolas, jornais, programas formadores de opiniões). Com o advento das tecnologias de conectividade, não existe apenas um pólo formador de opinião, ela é formada e fragmentada na internet, através de discussões on-line, blogs e vídeos postados e comentador por qualquer pessoa.
   Assim se caracteriza a inteligência, nela todos tem a liberdade de informação e a liberdade de criação, a intelectualidade passa a ser acessível a todos e feita não apenas por um, mas por todos, juntos. Um bom exemplo é o caso da Wikipédia – uma enciclopédia virtual e aberta, onde cada um pode acrescentar mais informação sobre um assunto.

AVALIAÇÃO 1

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Professor: Marco da Silva
Matéria: Educação e Cibercultura
Aluna: Luciana Menezes
Matrícula: 200710122611
Data: 31/10/2010.
Respostas do Questionário:


N*1) Primeiro: É a liberação do pólo da emissão. O que está em jogo com a circulação virótica de informação nada mais é do que a emergência de vozes e discursos anteriores reprimidos. Segundo: A transformação do PC (1970) em CC (computador móvel e computação ubíqua com celulares e redes sem fio). Terceiro: É a reconfiguração, a transformação de estruturas sociais, instituições e práticas comunicacionais.


N*2) Cibercidadania é a liberdade de expressão estendida ao “anonimo” pessoa conectada na rede que produzem e pensam textos e idéias criando seu espaço sem recorte e não sendo profissional do ramo. Cibercultura é a aprendizagem coletiva em rede e tempo real com pessoas que tem idéias originais e cooperam para comunicá-las, avaliá-las, testá-las, realizá-las. Através de blogs, wikis, podcasts, P2P e softsweres sociais.


N*3) Jornal Cidadão é uma oportunidade para valorizar a reportagem incluindo a observação de testemunha oculares dos fatos. Blogsfera tem no seu espaço os sites agregadores de links que filtram posts de blogs de acordo com o critério do site e atende um padrão de qualidade no dia auxiliando o usuário a encontrar no seu site preferido sempre um conteúdo que lhe agrade.


N*4) Está em reorganização contínua. Elas se particularizam em pequena e médias comunidades, reconstituem uma singularidade em zona do espaço podendo morrer ou se propagar fulgurantemente.


N*5) A nova paisagem midiática pós-massiva não só consome, também produz r distribui informação. São chamadas de “novas mídias” como a internet, os celulares, os microcomputadores várias ferramentas de comunicação desempenham funções abertas, interativas, colaborativas em fins “pós-massivas”.


N*6) Ubíqua è a integração da informática com ações e comportamentos naturais das pessoas de forma imperceptível dando comando a um computador como se tivessem conversando com alguém. A idéia básica é que a computação move-se para fora das estações de trabalho e computadores pessoais torna pervasiva na nossa vida quotidiana.


N*7) Web 1.0 anos 90 A grande biblioteca digital, foi a primeira geração de internet comercial. Seu grande trunfo era a quantidade de informações disponíveis. Ma o conteúdo era pouco interativo. O usuário ficava no papel de mero espectador da ação que se passava na página que ele visitava. Não tinha autorização para alterar seu conteúdo. Bom -- já havia hiperlinks Ruim -- Era apenas mais um espaço de leituras Web 2.0 hoje A construção coletiva do conhecimento. Sua essência é permitir que os usuários sejam mais que meros espectadores: Eles são parte do espetáculo. Os melhores sites são ferramentas para que os internautas gerem conteúdo, criem comunidades e interajam. Alguns como a Wikipédia, possibilitam a construção coletiva do conhecimento. Bom -- A internet ficou participativa Ruim -- É difícil lidar co o excesso de informação inútil.


N*8) É o caráter fractal no ciberespaço impulsionado pelas possibilidades pós-massivas das tecnologias digitais. Suas formas se reproduzem em todas as escalas e passam de um nível para outro de maneira imprevisível, no seio de uma rede viva, móvel, em expansão, crescimento da inteligência coletiva da humanidade.


N*9) É um portal com informações gerais e serviços, comunidades virtuais e representação política sobre determinada área urbana. Levar banda larga a todo país e implementar projetos de redes sem fio em várias cidades do país. Dar acesso à internet em àreas de baixa renda, via satélite. Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ Matéria: Metodologia I Professor: Doriam Aluna: Luciana Menezes Data: 08/11/2010. Assunto: Comparar os métodos entre Durkheim e Weber Durkheim definiu com clareza o objeto da sociologia – os fatos sociais. Distinguem três características dos fatos sociais. A primeira é a coerção social, ou seja, a força que os fatos exercem sobre os indivíduos, levando-os a conformar-se às regras da sociedade em que vivem, independentemente de sua vontade de escolha. Essa força se manifesta quando o indivíduo adota um determinado idioma, quando está subordinado a determinado código de leis. O grau de coerção dos fatos sociais se torna evidente pelas sanções a que o indivíduo estará sujeito quando tenta se rebelar contra elas. As sanções são legais ou espontâneas. Legais são as sanções prescritas pela sociedade, sob a forma de leis, nas quais se estabelece a infração e penalidade subseqüente. Espontâneas seriam as que aflorariam como decorrência de uma conduta não adaptada à estrutura do grupo ou da sociedade à qual o indivíduo pertence. A segunda é que eles existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente, ou seja, são exteriores aos indivíduos. As regras sociais, os costumes, as leis, já existem antes do nascimento das pessoas, como a educação. Portanto, os fatos sociais são ao mesmo tempo coercitivos e dotados de experiência exterior às consciências individuais. A terceira é a generalidade. É social todo o fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles. Por essa generalidade, os fatos sociais manifestam sua natureza coletiva ou um estado comum ao grupo, como as formas de habitação, de comunicação, os sentimentos e a moral. A objetividade do fato social Para ele, como para os positivistas de maneira geral, a explicação cientifica exige que o pesquisador mantenha certa distancia e neutralidade em relação aos fatos, resguardando a objetividade de sua analise. Além disso é preciso que deixe de lado suas prenoções, isto é, seus valores e sentimentos pessoais em relação ao acontecimento estudado, pois nada tem de cientifico e podem distorcer a realidade, dos fatos. Durkheim imaginava que, ao estudar, por exemplo, uma briga entre gangues, o cientista não deveria envolver-se nem permitir que seus valores interferissem na objetividade de sua análise. Durkheim aconselhava o sociólogo a encarar os fatos sociais como coisas, isto é, objetos que, lhe sendo exteriores, deveriam ser medidos, observados e comparados independentemente do que os indivíduos envolvidos pensassem ou declarassem a seu respeito. Para apoderar-se dos fatos sociais, o cientista deve identificar, dentre os acontecimentos gerais e repetitivos, aqueles que apresentam características exteriores comuns. Sociedade: um organismo em adaptação Para ele, a sociologia tinha por finalidade não só explicar a sociedade como também encontrar soluções para a vida social. Quando um fato põe em risco a harmonia, o acordo, o consenso e, portanto, a adaptação e a evolução da sociedade, estamos diante de uma sociedade doente. Normal é aquele fato que não extrapola os limites dos acontecimentos mais gerais de uma determinada sociedade e que reflete os valores e as condutas aceitas pela maior parte da população. Patológico é aquele que se encontra fora dos limites permitidos pela ordem social e pela moral vigente. Consciência coletiva Embora todos possuam sua “consciência individual”, seu modo próprio de se comportar e interpretar a vida, podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento. A consciência coletiva não se baseia na consciência de indivíduos singulares ou de grupos específicos, mas está espalhada por toda a sociedade. Ela revelaria, segundo Durkheim, o “tipo psíquico da sociedade”, que não seria apenas o produto das consciências individuais, mas algo diferente, que se imporia aos indivíduos e perduraria através das gerações. A consciência coletiva é, em certo sentido, a forma moral vigente na sociedade. Ela aparece como um conjunto de regras fortes e estabelecidas que atribuem valor e delimitam os atos individuais. É a consciência coletiva que define o que, numa sociedade, é considerado “imoral”, “reprovável” ou “criminoso”. Durkheim e a sociologia cientifica O empirismo positivista, que pusera os filósofos diante de uma realidade social especulada, transformou-se, em Durkheim, numa rigorosa postura empírica, centrada na verificação dos fatos que poderiam ser observados, mensurados e relacionados através de dados coletados diretamente pelo cientista. Em seus estudos há um fecundo uso da matemática estatística e uma integrada utilização das análises qualitativa e quantitativa. Observação, mensuração e interpretação eram aspectos complementares em seu método. Ateve-se às particularidades da sociedade em que vivia, aos mecanismos de coesão dos pequenos grupos e à formação de sentimentos comuns resultantes da convivência social. Distinguiu diferentes instâncias da vida social e seu papel na organização social, como a educação, a família e a religião. A sociedade sob uma perspectiva histórica O contraste entre o positivismo e o idealismo se expressa, entre outros elementos, nas maneiras diferentes como cada uma dessas correntes encara a história. Para o positivismo, a história é o processo universal de evolução da humanidade, cujos estágios o cientista pode perceber pelo método comparativo, capaz de aproximar sociedades humanas de todos os tempos e lugares. A história particular de cada sociedade desaparece diluída nessa lei geral que os pensadores positivistas tentaram reconstruir. Essa forma de pensar faz desaparecer as particularidades históricas, e os indivíduos são dissolvidos em meio a forças sociais impositivas. Ao definir o que é uma espécie social, Durkheim, em uma nota de pé de página em seu livro AS regras do método sociológico (p. 82), alerta para que não se confunda uma espécie social com as fases históricas pelas quais ela passa. Weber com formação histórica consistente, se oporá a essa concepção. Para ele, a pesquisa histórica é essencial para a compreensão das sociedades. Essa pesquisa, baseada na coleta de documentos e no esforço interpretativo das fontes, permite o entendimento das diferenças sociais, que seriam, para Weber, de gênese e formação, e não de estágios de evolução. Segundo a perspectiva de Weber, o conhecimento histórico entendido como a busca de evidencias, torna-se um poderoso instrumento para o cientista social. Ele consegue combinar duas perspectivas: a histórica, que respeita as particularidades de cada sociedade, e a sociológica, que ressalta os elementos mais gerais de cada fase do processo histórico. Para Weber, todo historiador trabalha com dados esparsos e fragmentários e propunha para esse trabalho o método compreensivo, isto é, um esforço interpretativo do passado e de sua repercussão nas características peculiares das sociedades contemporâneas. Essa atitude de compreensão é que permite ao cientista atribuir aos fatos esparsos um sentido social e histórico. Ação social: uma ação com sentido Cada formação social adquiriu, para Weber, especificidade e importância próprias. Seu objeto de investigação é a ação social, a conduta humana dotada de sentido, isto é, de uma justificativa subjetivamente elaborada. Assim o homem passou a ter significado e especificidade. É ele que dá sentido à sua ação social: estabelece a conexão entre o motivo da ação, a ação propriamente dita e seus efeitos. Para a sociologia positivista, a ordem social submete os indivíduos como força exterior a eles. Para Weber, ao contrário, não existe oposição entre individuo e sociedade: as normas sociais só se tornam concretas quando se manifestam em cada indivíduo sob forma de motivação. Cada sujeito age levado por um motivo que é dado pela tradição, por interesses racionais ou pela emotividade. O motivo que transparece na ação social permite desvendar o seu sentido, que é social na medida em que cada indivíduo age levando em conta a resposta ou reação de outros indivíduos. A tarefa do cientista é descobrir os possíveis sentidos das ações humanas presentes na realidade social que lhe interesse estudar. O sentido, por um lado, é expressão da motivação individual, formulado expressamente pelo agente implícito em sua conduta. O caráter social da ação social individual decorre, segundo Weber, da interdependência dos indivíduos. É o individuo que , por meio dos valores sociais e de sua motivação, produz o sentido da ação social. Isso não significa que cada sujeito possa prever com certeza todas as conseqüências de determinada ação. O tipo ideal Para atingir a explicação dos fatos sociais, Weber propôs um instrumento de análise que chamou de tipo ideal. O conceito, ou tipo ideal, é previamente construído e testado, depois aplicado a diferentes situações em que dado fenômeno possa ter ocorrido. À medida que o fenômeno se aproxima ou se afasta de sua manifestação típica, o sociólogo pode identificar e selecionar aspectos que tenham interesse à explicação como, por exemplo, os fenômenos típicos “capitalismo” e “feudalismo”. O tipo ideal não é um modelo perfeito a ser buscado pelas formações sociais históricas nem mesmo qualquer realidade observável. É um instrumento de análise cientifica, numa construção do pensamento que permite conceituar fenômenos e formações sociais e identificar na realidade observada suas manifestações. A ética protestante e o espírito do capitalismo Weber parte de dados estatísticos que lhe mostram a proeminência de adeptos da Reforma Protestante entre os grandes homens de negócios, empresários bem-sucedidos e mão-de-obra qualificada. Weber descobre que os valores do protestantismo – como disciplina ascética, a poupança, a austeridade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho – atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos. Ele expõe particularidades do capitalismo e aplica seus conceitos e posturas metodológicas. O motivo que mobiliza internamente os indivíduos é consciente. Entretanto, os efeitos dos atos individuais ultrapassam a meta inicialmente visada. Buscando sair-se bem na profissão, mostrando sua própria virtude e vocação e renunciando aos prazeres materiais, o protestante puritano se adequa facilmente ao mercado de trabalho, acumula capital e o reinveste produtivamente. Para constituir o tipo ideal de capitalismo ocidental moderno, Weber estuda diversas características das atividades econômicas em diversas épocas e lugares, antes e após o surgimento das atividades mercantis e da indústria. Assim, diz ser o capitalismo, na sua forma tipica, uma organização econômica racional assentada no trabalho livre e orientada para um mercado real, não para a especulação. O capitalismo promove a separação entre empresa e residência, a utilização técnica de conhecimentos científicos e o surgimento do direito e da administração racionalizados. Analise histórica e método compreensivo Weber teve uma contribuição importantíssima para o desenvolvimento da sociologia. Desenvolveu suas análises de forma mais independente das ciências exatas e naturais. Foi capaz de compreender a especificidade das ciências humanas como aquelas que estudam o homem como um ser diferente dos demais e, portanto, sujeito a leis de ação e comportamento próprios.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Primeira avaliação presencial



Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Primeira avaliação presencial da disciplina Educação e Cibercultura

Aluno: Samuel Barreto dos Santos

Faculdade de Educação- Prof. Marco Silva – Rio, 13/10/2010



Para Lemos e Levy, os três princípios da cibercultura são: liberação da emissão, conexão generalizada e reconfiguração social, cultural, econômica e política. Esses princípios se caracterizam da seguinte forma:

Liberação do pólo da emissão- é a idéia de que o antigo receptor pode também produzir e emitir sua própria informação, como por exemplo, através dos blogs, fóruns, comunidades, software livre etc. Fato que não era possível há algum tempo atrás, pois quem detinha este controle do pólo da emissão eram as grandes empresas de comunicação de massa.

Conexão generalizada- a internet está relacionada com a conexão e compartilhamento e que cada vez mais aumentam-se as formas de produção e distribuição de conteúdo.

Reconfiguração social, cultural, econômica e política- é a necessidade da transformação da indústria cultural. Não finalizar a cultura de massa e sim, reconfigurar ou recombinar a cultura infocomunicacional.



No conceito de esfera pública, dizia-se ser fundamental o contato presencial. Com a cibercultura outros elementos como as discussões não-presenciais e mediadas por computadores devem ser levados em conta para a análise desse conceito. Entre as principais características da esfera pública “interconectada” estão: maior resistência ao controle monetário e financeiro e menor suscetibilidade à orientação pelo senso comum, que os meios de comunicação de massa adotam. Consequentemente, cria-se um “ambiente” mais democrático e uma esfera pública liberal.


Na web 1.0 o conteúdo era pouco interativo. Era apenas mais um espaço de leitura em que o usuário ficava no papel de mero espectador da ação que se passava na página que ele visitava e não tinha autorização para alterar seu conteúdo.Exemplo: WWW.terra.com.br, pois não é interativo e seus aplicativos são fechados.

A web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Permite que os usuários sejam mais que meros espectadores: eles são parte do espetáculo. Exemplo: WWW.wikipédia.com que permite que seus usuários efetuem mudanças.

Entende-se por “cidade digital no Brasil, a criação de infra-estrutura, serviços e acesso público em uma determinada área urbana para o uso das novas tecnologias e redes telemáticas. O objetivo é criar interfaces entre o espaço eletrônico e o espaço físico através de oferecimento de teleportos, telecentros, quiosques multimídia e áreas de acesso e serviços. Há inúmeras iniciativas no Brasil. O Ministério das Comunicações elaborou um Plano Nacional de Cidades Digitais para levar banda larga a todo o país. O objetivo é articular ações de inclusão digital, levando acesso à internet para toda a população em cinco anos. Suas possíveis conseqüências são: promover o vínculo social, a inclusão digital, democratizar o acesso à informação, produzir dados para a gestão do espaço, aquecer as atividades políticas, culturais e econômicas e reforçar a dimensão pública.

Fontes Bibliográficas: