Questão 1
Caracterize os três princípios da cibercultura, segundo Lemos & Levy?
Os três princípios da Cibercultura são: a liberação dos polos de emissão, Conectividade generalizada e reconfiguração. A liberação dos polos de emissão é a emergência de vozes antes silenciadas, ou seja, na cibercultura todos podem utilizar a internet para expressar sua opinião sem ter que passar pelo aceite de quem controla os meios de comunicação.
O usuário passa a produzir conhecimento e a dividir sua produção com outros usuários, contando com outra característica da Cibercultura que é a conectividade generalizada, onde “tudo está em rede”, pessoas, máquinas, empresas, tudo hiper-conectado, com um alcance incalculável, auxiliando na reconfiguração, terceiro principio, de práticas, hábitos, espaços.
.Essa reconfiguração acontece através da participação coletiva e se dá sem substituir o que já existe. Assim surgem novos modos de pensar, agir, se comunicar. Nela tudo acontece muito rápido, de forma muito abrangente. Nesse contexto o cidadão comum não só tem o direito de escolher a informação que quer consumir, como passa a também produzir o que deseja, ele torna-se um sujeito ativo, um ator social.
Questão 5
Caracterize a nova paisagem midiática definida por lemos e Lévy Como “pós- massiva”.
A mídia Pós-massiva, diferente das mídias de massa como rádio, televisão e jornais. Seria mais interativa e personalizável, que estimula não só o consumo como a produção e distribuição do conhecimento.
Essa nova paisagem midiática confere ao consumidor mais liberdade de escolha e inéditas possibilidades de produção e alcance da informação. Nela o usuário da web pode produzir conhecimento e também fazer denuncias, pode trocar informações e colocar tudo ao alcance da sociedade em geral. Assim presenciamos o “estabelecimento da comunicação da comunicação bidirecional, cooperativa e planetária” (Lemos & Levy, 2010; pag.47)
Nesse contexto algumas ferramentas de comunicação massivas, passaram a disponibilizar ao público ferramentas da Web 2.0, como blogs, locais destinados à participação dos usuários e até mesmo meios de contar com a colaboração dos leitores, nos casos dos jornais, que enviam matérias em que o cidadão comum faz a vez de repórter. Tudo isso devido a grande competição onde as mídias de massa temem perder espaço e público nessa nova paisagem midiática. Nessa nova paisagem midiática a informação circula com mais velocidade e com um menor controle das grandes corporações.
Questão 7
Distinguir “web 1.0” e “web 2.0”. Apresente exemplos comentados.
A distinção entre web 1.0 e web 2.0, é menos técnica do que o modo de se utilizar a web. Podemos dizer que a segunda não é tanto uma atualização técnica da primeira, mas sim uma atualização do modo como é encarada a navegação na web.
Na web 2.0 o usuário pode interagir agregar conhecimento a algo que já foi produzido e outros usuários podem somar algo que achem pertinente ao que ele produzir e assim por diante. Nesse contexto quem tiver algo que deseje compartilhar, torna-se também produtor de conhecimento e divulga sua produção na rede, dividindo seus conhecimentos com os outros. Algo que não acontecia antes ou acontecia muito pouco.
Desse modo a web 2.0 incentiva e valoriza a produção coletiva do conhecimento. Podemos dizer que a “regra” da web 2.0 seria o desenvolvimento de aplicativos que se tornem melhores à medida que sejam mais usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva.
Alguns exemplos dessa evolução seriam os blogs, como o da turma de Educação e Cibercultura da UERJ, as redes sociais, como Orkut, onde os usuários postam suas opiniões e o maior símbolo da web 2.0 seria a Wikipedia, onde todos podem colaborar agregando conhecimentos e informações ao que já está contido na mesma. Algo diferente dos portais e sites em que os usuários não podiam interferir em muita coisa.
Questão 8
Que é “inteligência coletiva” e como Lemos & Levy situam esse conceito na cibercultura?
È um saber construído na participação colaborativa de várias pessoas, que nasce de uma evolução cultural, onde os indivíduos são mais livres e em um contexto em que a cooperação cultural é encorajada.
Segundo Lemos e Levy (2010) “o aperfeiçoamento da inteligência coletiva (que supõe liberdade) é o produto e o sentido da evolução cultural” (Lemos & Levy, 2010; Pag; 38) e só em regimes democráticos é que a inteligência coletiva (I.C) teria lugar de destaque, e não só seria encorajada, como é na democracia que a I.C é traduzida em política.
O conceito de I.C está totalmente ligado a Cibercultura, pois dialoga com seus três princípios. A I.C nasce da “Liberação da Emissão”, onde diversas pessoas produzem e distribuem na rede sons, imagens, textos etc. Tudo isso em uma “ Conectividade Generalizada”, onde tudo se comunica e está em rede, “ reconfigurando” as práticas, os hábitos, as modalidades midiáticas e os espaços, sem substituir o que já existe.
Situada nos princípios da Cibercultura a inteligência coletiva cria processos de aprendizagem, saberes coletivos e participativos com um alcance nunca antes imaginado. A inteligência coletiva é a mola propulsora desse novo contexto social que esta surgindo, da Cibercultura.
Referencias Bibliográficas.
Lemos, André e Levy, Pierre; O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia / André lemos e Pierre Levy – São Paulo: Paulus, 2010 – ( Coleção Comunicação)
As respostas estão sintetizando bem o que foi trabalhado em sala de aula.
ResponderExcluirO que mais me chamou a atenção, nas respostas do aluno Pablo Christhesen, foi a questão número 5, que trata da nova paisagem midiática e as mídias pós-massivas.
A importância deste novo modelo de informação vem se tornando imprescindível para o fortalecimento das maiores democracias do mundo.
Para citar um exemplo próximo, gostaria de lembrar as diversas informações dos confrontos no Complexo do Alemão, no RJ, que tem sido veiculada pelas grandes empresas que monopolizam o ramo.
Temos ouvido a respeito de uma suposta guerra do "bem" contra o "mal". (Como se o Estado se preocupasse de fato com os moradores desta comunidade e todas as outras.)
Muitos moradores e outros setores da sociedade têm utilizado a internet e suas ferramentas para apresentar um olhar diferenciado destas ações que temos presenciado. Isto é, outro ponto de vista.
É lamentável quando no meio universitário, alunos reproduzem discursos viciados e inflamados que as redes que dominam as mídias de massa querem nos impor.
Devemos estar atentos a outros discursos que são produzidos, pois com a liberação do pólo de emissão (liberação da fala) não podemos nos voltar para o que é produzido com o intuito de manter e justificar o processo de alijamento e a exclusão social dos moradores dessas comunidades.
Aluno: Paulo Henrique da Silva
Curso: Pedagogia
Matrícula: 200310137911