Educação e Cibercultura
1ª avaliação – 26/10/2010
Aluna: Aline Menezes Bello
Matrícula: 200410266911
9) Sabemos que uma cidade é formada por vias, que se entrelaçam. Modernamente, essa visão se estende à informação e, consequentemente, à cibercultura.
Segundo André Lemos, há quatro formas de entendermos a cidade digital. A primeira, que faz menção à origem do termo, refere-se a projetos governamentais, privados e/ou da própria comunidade que objetivam criar uma representação no ciberespaço de uma determinada cidade.
Já a segunda noção remete à formação de infra-estrutura, serviços e acesso público em uma determinada área urbana para o uso de novas tecnologias. Há um Plano Nacional de cidades digitais, elaborado pelo Ministério das Comunicações, que visa implantar a banda larga em todo país, incluindo toda a população em 5 anos.
Há um terceiro tipo, segundo o autor, que representa modelagens 3D a partir de Sistemas de Informação Espacial, objetivando a imitação de espaços urbanos. São os “ Cybercity SIS”. Esses espaços representam uma estratégia contemporânea, ajudando no planejamento e gestão do espaço real.
Já o quarto tipo representa projetos que não fazem referência a um espaço urbano real. São sites que criam uma comunidade virtual ( com chats, news...), baseando-se na metáfora de uma cidade para a organização do acesso e da navegação pelas informações. Como exemplo, temos o “ Second life”.
No Brasil, como já foi falado, há um projeto bastante interessante de cidades digitais. As cidades de Almerin ( PA), Belo Horizonte e Ouro Preto (ambas em MG), Parintins (AM), Piraí( RJ) e Sud Menucci (SP) são exemplos de implementação plena de banda larga. Há uma estimativa governamental de que em 2014 o Brasil chegará a 500 cidades digitais. A segunda noção de André Lemos é a que se encaixa.
A s principais conseqüência sociais são positivas, pois, através dessa implementação de banda larga, promove-se uma maior inclusão dos indivíduos. Além disso, facilita-se o acesso a informações sobre os serviços e a própria administração da cidade.
3) Por “ Jornalismo cidadão”, entende-se a possibilidade de hoje um indivíduo comum poder participar ativamente como redator de notícias e reportagens . É verdade que esse jornalismo não segue necessariamente a formulação das noticias e reportagens tradicionais, mas contribui, hoje, como ferramenta para a informação. É muito comum, por exemplo, que pessoas presas no trânsito das grandes cidades enviem mensagens de texto para sites de jornais e emissoras de rádio, informando das condições do local. Um exemplo foi a enchente em Abril deste ano, cujas informações principais foram passadas via telefone ( chamada de voz, mensagem de texto e internet móvel) e via internet para a imprensa. As pessoas eram espécies de repórteres, transmitindo ao vivo as informações.
4) Algo bastante interessante ocorreu com a esfera pública diante do ciberespaço: se antes as informações já eram transmitidas rapidamente por jornais, revistas e por telefone, através da internet tudo se tornou mais prático e eficiente. Algo que acontece do outro lado do mundo chega rapidamente.
É notório que o público se torna problemático na web. Não são raros os casos de trabalhos publicados que são copiados sem referência alguma ao autor. A tudo se tem fácil acesso.
Além disso, o espaço público não é encarado apenas como lugar onde se assimila idéias. Pode-se observar, com bastante propriedade, a interatividade entre os usuários, o que mostra uma nova forma de disseminação de conhecimentos ( transversais) através da web.
7) Quando se falava em internet, antigamente, tinha-se a noção de um espaço virtual onde era possível encontrar informações diversificadas, navegar por sites de empresas e fazer compras através deles. Se o interesse fosse em alguma obra artística, o contato era praticamente imediato. Era possível até trocar mensagens, através do e-mail, a fim de facilitar a vida. Essa é web 1.0.
No entanto, a web diversificou-se. Agora já é possível os internautas interagirem. Pode-se, por exemplo, postar comentários em um determinado blog. É um espaço em que o usuário não acessa simplesmente os dados, como também criar e ditar conteúdos. É o que chamamos de web 2.0.
O que diferencia a web 1.0 da 2.0 é exatamente o direcionamento. Enquanto a primeira tem o enfoque em serviços e produtos, a segunda concentra-se na interatividade.
Bibliografia:
- LEMOS, A. & LÉVY,P. O futuro da Internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. Ed. 1. São Paulo: PAULUS, 2010.
- WWW.wikipedia.org
- WWW.Observatóriodaimprensa.com.br
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