Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Faculdade de Educação
Aluno: Vinícius Ramalho Calçada
Matrícula: 2006.2.06025-11
Disciplina: Educação e Cibercultura
Profº: Marco Silva
1) Caracterize os três princípios da cibercultura,
segundo Lemos & Lévy.
R: Segundo Lemos & Lévy existem princípios
norteadores da cibercultura, são eles:
A Liberação da Emissão se define quando a pessoa
possui uma maior liberdade de participação, pois, ela terá voz ativa em um tipo
de discussão democrática, por conta disso teremos um maior número de
participação no processo da construção de algum conteúdo;
A Conectividade acontece quando existe a possibilidade
de se conectar a vários links da página da internet acessada, ou seja, têm-se a
possibilidade de se clicar nos links de programas ou coisas similares para
outros ambientes facilitando o enriquecimento do conhecimento adquirido nas
diferentes fontes pesquisadas, sendo assim obtendo o resultado esperado no
começo da pesquisa;
A Reconfiguração de tudo devido à “Cibercultura”
sem que haja modificação dela. Sendo assim, temos uma maior interatividade das
pessoas com a internet e por consequência ela foi modificada para uma melhor
adequação as necessidades do usuário. Ao exister vários usuários conectados na
internet possibilitou-se que tivesse uma maior troca de conhecimentos, criando
uma verdadeira rede social, mas devemos nos atentar para que a cibercultura não
é apenas somente o uso das tecnologias, mas sim a ligação existente entre as
novas formas sociais que surgiram na década de 60, ou seja, a sociedade
pós-moderna e as novas tecnologias digitais. A nossa sociedade contemporânea por
estar conectada as novas tecnologias é ela própria um dos exemplos do que é a
“Cibercultura”. Por isso vemos o quanto a humanidade está dependente da
tecnologia ao precisar de se utilizar os mais variados recursos dos
computadores, celulares, palms e etc.
3) Que é “jornalismo cidadão” e quais suas
possibilidades na blogosfera?
R: O “Jornalismo cidadão” seria o ato de
qualquer pessoa contribuir para a publicação de um texto, imagem, som e vídeo
sem que necessariamente está pessoa possua formação jornalística em colaboração
com jornalistas profissionais. Isso possibilita uma maior liberdade na
construção e transmissão das notícias. Um fator interessante a ser analisado
deve-se a poder veicular a notícia estando em primeira pessoa, o que não é
muito comum em meios jornalísticos de grande prestigio na sociedade atual e que
é muito utilizado por meios de colaboração jornalística. Entretanto, o conteúdo
da mensagem pode possuir pouca qualidade, o que deve ser revisado por
jornalistas profissionais para uma não veiculação de um conteúdo sem qualidade
para o público.
O “jornalismo cidadão” ganhou mais expressividade
atualmente com o uso da internet, sendo publicado artigos em wikis e blogs.
Através do uso de celulares com câmeras fotográficas obteve-se uma maior
popularização de imagens que podem ser veiculadas em pouquíssimo tempo,
tornando o acesso de forma mais fácil e dinâmica.
Esse tipo de jornalismo pretende não mais criar apenas
um emissor e um receptor, mas sim construir o conteúdo com a ajuda de todas as
pessoas no processo, claro isso acontecerá de forma democrática e dinâmica.
Alguns jornalistas consideram o jornalismo cidadão como um meio de termos
cidadãos participativos na sociedade que queiram através de sua colaboração
conseguir atingir o maior número de pessoas possíveis e alcançar o melhor para
uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.
Como a blogosfera permite uma interatividade maior das
pessoas como no caso das redes sociais, a possibilidade de obter sucesso é
incalculável, vista que, o mundo inteiro poderá participar e contribuir para o
efetivo sucesso da matéria postada. Utilizando o conceito de “inteligência
coletiva” dita por Lemos podemos conseguir a construção de um conhecimento mais
participativo, democrático e útil a sociedade.
7) Distinguir “Web 1.0” e “Web 2.0”. Apresente exemplos
comentados.
R: A Web 1.0 define-se como a possibilidade de
uma ou mais pessoas acessar um site e poder ler o conteúdo do mesmo, mas sem
que se possa contribuir para alterá-lo. Exemplo: Temos os sites das
universidades que permitem que você acesse o conteúdo dele sem existir
alteração do mesmo.
A Web 2.0 é o termo que foi criado em 2004
pela a empresa estadunidense O’ Reilly Media para mostrar a segunda
geração de comunidades e serviços ligados a tecnologia, sendo a Web
caracterizada pelo o acréscimo da participação das pessoas na internet dentro
de uma comunidade, redes sociais que esteja voltada para algum tipo de assunto
específico, sendo que existe a possibilidade de transformação desse conteúdo
através da participação democrática dos usuários do site. Exemplo: O Orkut que
é uma rede social, onde permite que as pessoas postem suas fotos, textos e que
possibilita a participação democrática dos usuários que queiram participar.
Embora possua essa denominação, existem alguns pesquisadores de tecnologia que
não consideram uma mudança real, devido a utilizar componentes tecnológicos
antes da criação da web.
Com interfaces mais simplificadas, os usuários tem a
oportunidade de postar mais facilmente os conteúdos de seus interesses e
consecutivamente colaborar no desenvolvimento de novos conteúdos
individualmente ou coletivamente através de blogs, wikis e etc. Outro fator
interessante a ser explicado na web 2.0 é que os softwares funcionam na
internet, sem a necessidade que o programa esteja instalado no computador, além
disso o usuário participa durante o processo da construção e aperfeiçoamento do
programa a ser usado por ele, ou seja, alguns programas possuem códigos abertos
para que qualquer pessoa possa mexer nele para a sua efetiva transformação e
adequação para o uso do usuário.
Apesar de o nome ser diferente, ele se refere a
mudança pela a qual foi encarada a participação do usuário ao acessar a
internet, entretanto tem pessoas que ainda dizem não passar de uma mera jogada
de marketing.
Com o objetivo de se adicionar novas ferramentas para
o melhor uso por parte dos usuários, criou-se a idéia que quanto mais usuários
em rede participando melhor será o resultado do conhecimento construído, ou
seja, isso é exatamente a inteligência coletiva.
8) Que é “inteligência coletiva” e como Lemos & Lévy situam esse
conceito na cibercultura?
R: A “inteligência coletiva” que Lemos & Lévy nos apresentam,
tem haver com a capacidade de através da união de várias pessoas, consiga-se
uma produção de um determinado conteúdo de forma democrática e coletiva
permitindo uma maior flexibilidade na dedicação dos internautas.
Com a chegada da web 2.0 esse conceito ficou bem mais conhecido, já que
os trabalhos em grupo se estenderam para além das fronteiras de um país,
fazendo com que os projetos criados e desenvolvidos por várias pessoas fossem
concluídos de maneira mais rápida e eficaz do que nunca foi visto antes na história
da internet.
9) Que é “cidade digital” no Brasil e quais suas possíveis
conseqüências sociais?
R: As “cidades digitais” são modelos de cidades reais que
possibilitam uma maior interação dos cidadãos através de redes sem fio do tipo
Wireless, Wi-fi, Wi-max, lan houses com computadores e internet gratuita para
que as pessoas possam estar conectadas também no virtual e com isso tenha uma
maior participação de seus cidadãos. Poderíamos chamar isso de uma das formas
de se incluir digitalmente as pessoas e fazer com que as distâncias se tornem
efetivamente menores.
Bibliografia
A. Lemos e
P. Lévy: O futuro da internet: em direção a uma ciberdemocracia planetária. Ed.
Paulus, 2010.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0
Apesar de não conter imagens ou vídeos, o trabalho ficou muito bom. Conseguiu falar bem sobre jornalismo cidadão e sobre Web 2.0, que são dois temas bem interessantes. Acho que teria sido legal comentar sobre o projeto do Governo em relação as cidades digitais no Brasil. Mas, tirando esses detalhes, as respostas estão ótimas, todas claras e bem desenvolvidas.
ResponderExcluirKauê Luan
2010.1.00932.11